PSD quer referendo à regionalização depois das presidenciais
O PSD defende a realização de um referendo sobre a regionalização nesta legislatura, depois das eleições presidenciais de 2011, e nessa altura tomará posição sobre esta matéria, disse hoje o líder parlamentar social-democrata
A regionalização é tema das jornadas parlamentares do PS que decorrem em Beja entre hoje e quarta-feira.
Questionado pelos jornalistas, no Parlamento, sobre se, no entender do PSD, este é o momento para se debater a regionalização, o líder parlamentar social-democrata respondeu que, para o seu partido, o combate à crise é prioritário no próximo ano.
«Já dissemos que a questão da regionalização e do referendo só se deverá colocar depois das presidenciais», acrescentou José Pedro Aguiar-Branco.
Interrogado se o PSD é favorável à regionalização, Aguiar-Branco respondeu: «É favorável à existência de um referendo. A matéria em concreto é uma matéria que divide o PSD. Na altura própria, quando a questão se colocar, o PSD tomará uma posição».
«Não utilizaremos a regionalização como ‘arma de arremesso’ política nem forçaremos um novo processo político nesse sentido se e enquanto os portugueses não se pronunciarem favoravelmente em novo referendo», refere, sobre esta matéria, o programa eleitoral do PSD.
Em defesa da realização de um referendo sobre a regionalização depois das presidenciais, Aguiar-Branco considerou que «o ano de 2010 é um ano muito importante e nuclear para se ultrapassar a crise económica».
«As prioridades devem ser direccionadas para a economia, o combate ao desemprego», defendeu, acrescentando que em 2010 haverá também o debate do Orçamento do Estado e terá início o «clima de campanha» para as presidenciais de 2011.
«Por isso, para não secundarizarmos até a questão da regionalização, ela deverá só ocorrer – o debate e o respectivo referendo, que deverá acontecer nesta legislatura – após as eleições presidenciais», completou o ex-ministro da Justiça.
Lusa / SOL
Comentários
Caros Centralistas,
Caros Municipalistas,
O excesso de medo das formações partidárias está contrabalançado com a total ausência de propostas práticas aptas a implementar soluções genuinamente regionalistas, com base na regionalização autónoma e só essa.
Lamento mas terá de ser assim o nosso futuro político e como sociedade ibérica e europeia, acompanhado de alterações estruturais aqui mencionadas pelo signatário ao longo de 2 anos.
Quanto ao resto nem sei classificar, mas garanto que não é nada nem simpático nem acolhedor.
Sem mais nem menos.
Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)