sexta-feira, fevereiro 28, 2014

REGIÃO CENTRO: NÚMEROS

Relatório 2007-2013 - Dados 2013

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quinta-feira, fevereiro 27, 2014

Guia de Gastronomia e Vinhos da cidade do Porto é lançado amanhã

O Guia de Gastronomia e Vinhos da Cidade do Porto para Apreciadores é apresentado amanhã, 28 de Fevereiro, no evento Essência do Vinho, no Palácio da Bolsa, no Porto. Os autores Paulo Russell-Pinto e Sérgio Jacques estão unidos por uma forte paixão pelo vinho e pela gastronomia e motivados pela vontade de promover o melhor do Porto, conforme refere o comunicado enviado à imprensa.

Uma visita guiada pela cidade por quem conhece e ama o Porto é o mote principal deste guia que se pretende afirmar pela forma inovadora de visitar a cidade, destacando um conjunto de locais para apreciar a comida e os vinhos.

Paulo Russell-Pinto considera que o “Porto está fervilhante, e coisas novas e novos sabores surgem todos os dias. Muitos jovens Chefs e alguns consagrados não deixam de nos apresentar novidades, sendo o denominador comum da cidade (e provavelmente de todo o país) a integração de matéria-prima local em novas técnicas de cozinha.

Por seu lado Sérgio Jacques salienta o cunho de visita personalizada que este guia propõe, explicando que “quando estamos poucos dias num destino não podemos falhar, temos que tomar as opções certas. E é isto que este guia pretende ser para quem valoriza comer e beber como parte da sua experiência da viagem e da vida. São sugestões e informações que pretendem conduzir o turista e leva-lo a apaixonar-se pelo Porto”.

O guia, editado pela Esencia del Lugar, terá um preço de 13,5 Euros.

@Ambitur

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terça-feira, fevereiro 25, 2014

HABEMUS ...TÚNEL DO MARÃO !


Estradas de Portugal lança concurso para conclusão do Túnel do Marão

A Estradas de Portugal (EP) anunciou esta terça-feira o lançamento dos concursos públicos que vão permitir o reinício da construção Auto-estrada do Marão, que deverá estar concluída em Dezembro de 2015 após um investimento de 204 milhões de euros.

O anúncio foi feito em pleno Túnel do Marão, do lado de Amarante, numa cerimónia presidida pelo secretário de Estado dos Transportes, Sergio Monteiro e juntou vários autarcas da região.

A construção da Auto-estrada do Marão, que inclui um túnel rodoviário de 5,6 quilómetros, parou a 27 de junho de 2011 e, dois anos depois, a obra foi resgatada pelo Estado, que invocou justa causa fundada no incumprimento por parte da concessionaria.

Desde o início da empreitada, no Verão de 2009, as obras foram suspensas três vezes, sendo que, da primeira vez, o foram apenas na escavação do túnel e por causa de duas providências cautelares interpostas pela empresa Água do Marão.

Sérgio Monteiro salientou que este passo foi dado agora, porque se conseguiu a aprovação do "ponto de vista comunitário" (dos fundos comunitários estavam reservados 200 milhões de euros para a conclusão da autoestrada) e porque existe "espaço orçamental nas EP para a contrapartida nacional".

Ao longo dos 32 meses de obra, autarcas, empresários, sindicalistas e população reivindicaram o reinício dos trabalhos. Durante este período muitos deles subiram ao Marão para reclamar a obra.

Sérgio Monteiro referiu, ainda, que alguns trabalhos deverão começar ainda no primeiro semestre deste ano, como anunciado recentemente pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, mas que o grosso da empreitada terá início em agosto.

A autoestrada deverá estar concluída em toda a sua extensão a 31 de dezembro de 2015.
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segunda-feira, fevereiro 24, 2014

ALENTEJO: AS EXIGÊNCIAS DOS SOCIALISTAS DE BEJA

Autarcas PS do distrito de Beja acusam Governo de “virar costas” à região

Os presidentes das câmaras PS do distrito de Beja acusaram hoje o Governo de "virar as costas" ao desenvolvimento da região e rejeitaram as propostas do relatório sobre infraestruturas de elevado valor acrescentado.

Num comunicado enviado à agência Lusa, os autarcas socialistas de Aljustrel, Almodôvar, Ferreira do Alentejo, Mértola, Ourique e Odemira referem que analisaram o relatório e concluíram que "as opções deste Governo continuam a ser marcadas pelo ´virar de costas` ao desenvolvimento da região".

"Perante o cenário contínuo de ostracização das infraestruturas e potencialidades" do distrito de Beja, os autarcas "rejeitam veementemente as propostas do relatório", porque "apontam o ´remendar´ de obras estruturantes para a região, condenando ao abandono" a construção da A26, entre Sines e Beja.

Os autarcas consideram "inaceitável a não conclusão" da A26, "obra abandonada há vários meses" e que iria ligar Sines e Beja à A2, "incrementando alguns dos maiores investimentos estruturantes do país", como o Porto de Sines e o aeroporto de Beja e "contribuindo decisivamente para a internacionalização da economia da região com o reforço da ligação a Espanha".

"Fora dos planos do Governo e sem qualquer referência no relatório" estão os troços do IC27 entre Alcoutim e Beja e do IC4 entre Lagos e Sines, vias "absolutamente estruturantes no desenvolvimento turístico, agroalimentar e na internacionalização económica da região", lamentam.

Os autarcas defendem que a conclusão das intervenções previstas no Plano Rodoviário Nacional para o distrito de Beja é "vital" para o crescimento económico e o desenvolvimento sustentável da região, onde há "um claro défice de vias estruturantes nas ligações entre os centros produtores, os maiores centros urbanos e os grandes eixos rodoviários do país".

Por outro lado, os autarcas frisam que na região há "grandes investimentos privados nos domínios industriais (Sines, Castro Verde e Aljustrel) e agroalimentar e turístico (Alqueva e Mira)" e exporta-se "dezenas de milhões de euros de produção nacional e de produtos de valor acrescentado".

Os autarcas PS consideram também "inaceitável" a pretensão do Governo de limitar o acesso das autarquias a fundos nacionais e comunitários "essenciais para desenvolver e requalificar vias e infraestruturas em benefício das populações, do desenvolvimento económico e da coesão territorial".

O grupo de trabalho para as infraestruturas de elevado valor acrescentado apresentou ao Governo, no final de janeiro, um relatório em que define 30 projetos prioritários de obras públicas até 2020, num investimento total de 5.103.8 milhões de euros.

Para o distrito de Beja, o relatório, no setor rodoviário, em alternativa à A26 até Beja, propõe a conclusão da requalificação do troço Santa Margarida do Sado/Beja do IP8 após 2016 e antes do fim do Quadro Comunitário de Apoio (QCA) para 2014/2020.

No setor ferroviário, o relatório propõe a conclusão da eletrificação do troço Casa Branca/Beja, da Linha do Alentejo, após o QCA, e do troço entre Ourique e as minas de Neves Corvo, da Linha do Sul, após 2016 e antes do fim do QCA.

No setor aeroportuário, o relativo indica recomendações para se ultrapassar "a falta de dinamização comercial" do aeroporto de Beja.

@Lusa

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quinta-feira, fevereiro 20, 2014

Trás-os-Montes: Produção de azeitona em 2013 bate recorde dos últimos 50 anos...!


Clima favorável ajudou a produzir 627 mil toneladas de azeitona para azeite, a maior desde a década de 1960.Exportações de azeite aumentaram em 2013, o maior valor desde, pelo menos, 2009.

A produção de azeitona para azeite terá atingido, em 2013, as 627 mil toneladas, o que constitui a maior safra desde a década de 1960.

De acordo com os dados provisórios do INE, divulgados nesta quarta-feira, estes resultados foram o resultado quer das boas condições climatéricas, quer dos investimentos privados feitos nos últimos anos. O instituto refere que a produção quase quadruplicou desde 2000 com a entrada em plena produção dos olivais intensivos, onde há entre 200 a 300 árvores por hectare e modernos sistemas de rega. Nestas plantações, a apanha da azeitona é totalmente mecanizada.

Em 2008, a produção de azeitona para azeite era de 336 mil toneladas, mas foi crescendo consecutivamente até 2011, ano em que chegou às 511 mil toneladas. Em 2012, a produção caiu para 418 mil toneladas mas, em 2013, a recuperação foi significativa, chegando a valores recorde.

Este é também um dos produtos mais exportados do sector agro-alimentar, só ultrapassado pelo vinho. No ano passado, as exportações de azeite atingiram os 343,5 milhões de euros, uma subida de 30,2% em comparação com 2012 e o maior valor desde 2009. Há quatro anos, as exportações de azeite somavam pouco mais de 134 milhões de euros.

Para Mariana Matos, secretária-geral da Casa do Azeite (que representa de mais de 90% do mercado de azeite embalado em Portgal), o aumento de produção não foi surpresa. "O ano agrícola correu bastante bem", diz, lembrando que 2012 foi um "mau ano para a produção de azeite". Portugal já produz o suficiente para se auto-abastecer, mas ainda depende das importações para dar resposta à procura externa. O maior cliente estrangeiro de Portugal é o Brasil que recebe, sobretudo, produto embalado, tal como Angola. Para Espanha, o maior produtor e exportador mundial, o azeite segue, na maioria, a granel e é embalado localmente. O mesmo sucede em Itália.

Agro-alimentar vende mais 6,6% para o estrangeiro
O bom desempenho do sector do azeite foi acompanhado por toda a actividade agro-alimentar que, em 2013, continuou a ver crescer as exportações. As vendas de bens nacionais para o estrangeiro estão a subir desde, pelo menos, 2009, de 3,6 mil milhões de euros para mais de 5,1 mil milhões de euros em 2013, ou seja, mais 9,2%. Comparando com 2012, em 2013 as exportações aumentaram 6,6%, revelam os dados do INE, compilados pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, e a que o PÚBLICO teve acesso.

Apesar desta subida, certo é que no total do comércio internacional de Portugal, os bens agrícolas e alimentares pesam apenas 10,82%, valor que em 2009 era superior (11,38%). Ao mesmo tempo, o país continua a importar mais do que a exportar. As compras ao estrangeiro cifraram-se em mais de 8,9 mil milhões de euros, um crescimento de 4,6% face a 2012. O saldo da balança comercial continua, assim, negativo.

Espanha é o maior comprador de Portugal, seguida de perto de Angola. Mas os maiores aumentos de procura, verificaram-se na Rússia, que comprou mais 128,7% em 2013, apesar de, em termos absolutos, as vendas somarem apenas os 48 milhões de euros (é o 15º maior cliente). Também se vendeu mais para a Suíça (+13,8%) e Itália (+10,4%). Pelo contrário, a Alemanha, maior economia da zona euro, comprou menos 13,4% a Portugal (num total de 123,5 milhões de euros).

Os vinhos foram o produto mais exportado por Portugal em 2013 (+2,6% para 724,7 milhões), quase o dobro do azeite. Seguem-se as preparações e conservas de peixe, que venderam 206 milhões para o estrangeiro (+15,4%) num ano em que o peixe ajudou. O sector tem vindo a sentir os efeitos da falta de sardinha, mas conseguiu atingir o maior valor de sempre desde 2009.

O sector cervejeiro, já a sentir fortes quebras no mercado interno, vendeu menos 14,6% para o estrangeiro, sendo ultrapassado pelas conservas pela primeira vez desde os últimos quatro anos. As exportações ultrapassaram os 199 milhões de euros, abaixo dos valores registados em 2011.

@Público

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quarta-feira, fevereiro 19, 2014

“PSD ALGARVE DEFENDE A REGIONALIZAÇÃO”

- 18.02.14

O PSD/Algarve defende que o Estado retome o debate sobre a regionalização em Portugal como forma de aproximar o poder público aos cidadãos.

Na proposta temática que irá apresentar para debate no Congresso Nacional do PSD, a Assembleia Distrital do Algarve do PSD, aprovou um texto onde refere que “Portugal está prestes a concluir, com êxito, o Programa de Ajustamento Económico e Financeiro mais exigente da sua história recente, importa caminhar no sentido de aprofundar as reformas estruturais que foram encetadas em Junho de 2011, pelo actual governo” e que portanto o PSD deve “avançar com propostas que permitam a aproximação do Estado aos Cidadãos, bem como assegurar, no essencial, o modelo social que possuímos presentemente” e neste sentido “a regionalização administrativa de Portugal Continental é, indiscutivelmente, a reforma que permitirá interromper e, progressivamente inverter, a tendência crescente para uma maior centralização do processo decisório por parte do Estado.”

Saiba mais através de
www.algarvepress.net
http://algarvepressnahora.wordpress.com/

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terça-feira, fevereiro 18, 2014

17 MILHÕES DO ON.2 APROVADOS PARA PROJETOS A NORTE


O ON.2 - O Novo Norte, Programa Operacional Regional do Norte, aprovou um investimento de 17 milhões de euros em 26 projetos de requalificação de Património Cultural, com um cofinanciamento FEDER de mais de 13 milhões de euros.

De acordo com o comunicado da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) agora divulgado, entre os investimentos a apoiar pelo ON-2, está a obra do arquiteto Siza Vieira, a Casa de Chá da Boa Nova (quase 577 mil euros), em Matosinhos, concelho que também receberá cerca de 188 mil euros para a recuperação e reabilitação da Ponte Medieval de D. Goimil.

"As intervenções em causa, no valor de mais de 17 milhões de euros - com um cofinanciamento FEDER superior a 13 milhões de euros -, dizem respeito, na maioria dos casos, à conservação, restauro e reabilitação de património classificado e, também, a centros interpretativos", refere o mesmo comunicado.

O concelho do Porto é aquele que, de entre os 26 projetos receberá apoio para o maior número, quatro, sendo eles a Casa das Artes e Casa Allen (768 mil euros), as peças de património do Palácio da Bolsa (301 mil euros), "Cidade em Transição" (189 mil euros), "Viagens com Alma no Douro - A Via para Novos Mundos" (287 mil euros).

Um projeto da Direção Regional de Cultura do Norte recebe cerca de 1,5 milhões de euros para um programa de dinamização do património religioso medieval intitulado "Entre o Sagrado e o Profano".


A reabilitação do conjunto edificado do Parque Urbano do Paço da Giela, Arcos de Valdevez (1,4 milhões de euros), o Centro Interpretativo de Memórias da Misericórdia de Vila do Conde (dois milhões de euros), a Igreja de São Pedro, Amarante (758 mil euros), o Centro Interpretativo da Maria da Fonte, Póvoa de Lanhoso (1,5 milhões de euros), o Centro Interpretativo das Memórias da Misericórdia de Braga (4,2 milhões de euros) ou a valorização e dinamização do Centro Cultural Solar dos Condes de Vinhais (275 mil euros) são alguns dos outros projetos que viram aprovada a sua candidatura ao cofinanciamento do ON.2.  

@Lusa 

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domingo, fevereiro 16, 2014

Região Centro - Plano Operacional Regional


O novo Plano Operacional da Região Centro 2014-2020 representa um desafio enorme para os Municípios e, sobretudo, para as empresas!


Embora ainda não publicado, o que se vai sabendo sobre o novo PO Centro já permite perceber quais as linhas com que os Municípios e as empresas se vão coser.

Supõe-se que o Programa terá um envelope financeiro superior aos 2 mil milhões de euros, a repartir por sete eixos prioritários

  • Competitividade e Internacionalização da Economia Regional, que representará cerca de 40% do total do Programa e terá como alvo as empresas e/ou suas associações e os empreendedores.
  • Investigação, Desenvolvimento e Inovação, a quem caberá cerca de 8% do total, tendo as empresas, as entidades do Sistema Científico e Tecnológico (SCT), e os Parques de Ciência e Tecnologia como principais destinatários.
  • Desenvolver o Potencial Humano, para o qual são reservados cerca de 15% do total, tendo como beneficiários as autarquias locais e as escolas de todos os níveis de ensino do pré-escolar ao universitário.
  • Promover e Dinamizar a Empregabilidade, 8% do total atribuído ao PO Centro, visando as entidades públicas do setor do emprego e formação, empresas e/ou as suas associações, empreendedores, autarquias locais, empresas e entidades públicas e privadas sem fins lucrativos que promovam os territórios rurais de baixa densidade e a valorização económica dos recursos.
  • Fortalecer a Coesão Social e Territorial, a que serão destinados 8% do total do POR, a que se poderão candidatar entidades públicas, empresas e entidades privadas sem fins lucrativos ou do 3º setor e empreendedores da área social e da saúde, associações de desenvolvimento local,
  • Afirmar Sustentabilidade de Territórios e Recursos, representando 15% do total, e apoiando candidaturas a apresentar pela administração pública local e regional, privados, empresas e outras entidades privadas, incluindo o Terceiro Setor.
  • Apoiar a mobilidade regional, com 3% do total do POR, e tendo como alvo a administração pública local e regional e outras entidades na área das acessibilidades, mobilidade e transportes.

Este conjunto de eixos prioritários e a forma como se pensa venham a ser repartidas as verbas disponíveis, bem como o leque de potenciais beneficiários, mostra de imediato que as lógicas de financiamento das autarquias locais, serão totalmente diferente.

Embora continue a haver dinheiro para infraestruturas, este é residual, sendo o grosso do dinheiro que se prevê seja atribuído à Região Centro concentrado no apoio ao setor empresarial, à investigação, desenvolvimento e inovação, que só por si representam quase 50% do total, bem como à promoção e dinamização da empregabilidade.

@Ramiro Matos

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sábado, fevereiro 15, 2014

BARRAGEM DO TUA: UM VERDADEIRO CRIME AMBIENTAL


Vale Do Tua


Por João Joanaz de Melo, Professor universitário, dirigente do GEOTA

Foz Tua: pedra de toque do Programa Nacional de Barragens, paradigma das políticas erradas de energia, ambiente, investimento público, transportes, cultura e desenvolvimento regional.

O Programa Nacional de Barragens foi criado há mais de seis anos, merecendo desde o início a oposição da maioria dos técnicos, populações locais e ambientalistas; estranhamente, só há pouco tempo começou a ser discutido com alguma expressão na comunicação social.

Toda a gente que estudou o assunto sabe que o Programa de Barragens é uma das piores PPP: inútil para o cumprimento das metas (cumpridas com os reforços das barragens antigas), irrelevante para o sistema energético, altamente lesivo para o ambiente e o desenvolvimento local (destrói os solos, os ecossistemas ribeirinhos, paisagens únicas, os activos e emprego para um turismo de qualidade, e aumenta os riscos de erosão costeira pela retenção de areias).

A electricidade produzida nas novas barragens será uma das mais caras do País: não há números oficiais sobre os encargos incorridos, mas as estimativas disponíveis apontam para mais de 15 000 milhões de euros: quase 4000 euros por família.

Muitos comentadores políticos e económicos e o próprio ministro do Ambiente e da Energia reconhecem hoje que este é um mau programa. O foco da discussão deixou portanto de ser a maldade do Programa, que podemos dar como adquirida. A questão agora é: como pará-lo?

Foram aprovadas nos últimos anos nove grandes barragens, duas pré-programa (Baixo Sabor e Ribeiradio, que têm as obras adiantadas) e sete incluídas no Programa propriamente dito. Destas, apenas uma — Foz Tua — está em construção, na fase inicial.

Na galeria de horrores do Programa de Barragens, Foz Tua é ainda assim um caso especial:

  • Provoca a destruição da linha do Tua, um dos ex-líbris da ferrovia nacional, peça importante da mobilidade regional e do valor e turístico da região, pondo em causa o Alto Douro Vinhateiro Património Mundial;


  • Com a iminente destruição do Baixo Sabor, o Tua torna-se o mais importante dos rios portugueses não artificializados, com um valor ecológico e turístico inestimável;


  • Existem perspectivas de um modelo de desenvolvimento local alternativo, assente nas especificidades da linha e do vale;


  • A oposição à barragem de Foz Tua motivou uma coligação inédita de populações locais, ambientalistas, empresas, técnicos, políticos, advogados e especialistas de comunicação.

Foz Tua não é apenas mais uma má obra: é o paradigma de tudo o que está errado nas políticas (ou falta delas) de energia, ambiente, investimento público, transportes, cultura e desenvolvimento regional das últimas duas décadas. Os defensores desta barragem são os mesmos que provocaram a crise económica e de valores que o País atravessa.

Parar a barragem de Foz Tua sairá 20 vezes mais barato ao País do que deixá-la avançar. Além de um imperativo de civilização — social, ambiental, cultural — parar Foz Tua é uma oportunidade ímpar para dar um golpe significativo nos interesses que nos (des)governam, atingindo o único sítio onde lhes dói: a carteira.

http://www.salvarotua.org/

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sexta-feira, fevereiro 14, 2014

Governo quer "aprofundar a descentralização" ... !

O ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, disse esta quinta-feira, em Coimbra, que a descentralização do próximo quadro comunitário de apoio se enquadra numa "política mais ampla" do Governo, no sentido de "aprofundar a descentralização".

O próximo quadro comunitário de apoio "é o mais descentralizado de sempre", afirmou o governante, sustentando que "esse esforço de descentralização está visível no reforço dos programas operacionais regionais, incluindo no centro".

Esta região tem "um reforço nas suas verbas de 25%" no próximo quadro comunitário, sublinhou Poiares Maduro, que falava aos jornalistas, hoje, em Coimbra, depois de ter participado, com o secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Castro Almeida, numa reunião do Conselho Regional do Centro, para debater o relatório do grupo de trabalho para as Infra-estruturas de Elevado Valor Acrescentado (IEVA).

O reforço de verbas apontado pelo ministro "é revelador da política de descentralização" que está a ser adoptada "em matéria de fundos comunitários, mas também de uma política mais ampla do Governo, que quer aprofundar a descentralização", assegurou Poiares Maduro.

"Portugal é um dos estados mais centralizados da Europa e nós queremos e iremos avançar, em breve, com alguns projectos-piloto, em alguns municípios, de descentralização de algumas competências", designadamente nas áreas da "saúde e da educação", adiantou o ministro.

Sobre as IEVA, Poiares Maduro afirmou que não se pode "confundir um relatório de um grupo de trabalho com o plano de transportes do Governo".

Esse relatório está em discussão pública e, depois desta fase, "o Governo tomará uma decisão", salientou o ministro, referindo que "o plano do Governo para infra-estruturas de transportes" não se reduz à aplicação das verbas disponibilizadas no âmbito do próximo quadro comunitário de apoio

Podem ser obtidos fundos europeus, também para esse fim, através de outros mecanismos, sublinhou Poiares Maduro.

@NEGOCIOS

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PORTO, PELA SEGUNDA VEZ, O MELHOR DESTINO DA EUROPA


VEJA O PORTO QUE A EUROPA VOTOU COMO O MELHOR DESTINO

Pela segunda vez, o Porto é eleito o melhor destino europeu. A ‘invicta’ derrotou os restantes 19 finalistas, entre os quais se encontrava a Madeira, que terminou no sexto posto. “Que grande Porto somos nós”, comentou o presidente da Câmara, Rui Moreira.

Com 14,8 por cento dos votos (registados eletronicamente), o Porto venceu a competição “Melhor destino europeu 2014” (EBD, na sigla internacional), organizada pela European Consumers Choice. No ano em que foram batidos “todos os recordes” de participação num evento que se afirma como “o maior de ‘e-turismo’ na Europa”, com 228.688 internautas a participarem, a ‘invicta’ recuperou o primeiro lugar que perdera, no ano passado, para Istambul (Turquia).

“Admirável a forma como a cidade se mobilizou em torno de um objetivo, contagiando o país e os turistas! Uma notável lição de cidadania e um exemplo de como é possível a união por boas razões e objetivos positivos! Que grande Porto somos nós!”, comentou o presidente da Câmara portuense, Rui Moreira, através do Facebook.

Com 14,8 por cento dos votos, o Porto terminou com uma vantagem confortável face à croata Zagreb e a austríaca Viena. No sexto posto, após Nicósia (Chipre) e Budapeste (Hungria), aparece a Madeira, o segundo destino nacional entre os 20 finalistas da EBD2014, com 6,9 por cento dos votos. Refira-se que a ‘invicta’ não pôde defender o título de 2012 porque os regulamentos determinam a exclusão do destino vencedor no ano seguinte.


“O Porto é muito mais do que a comida ou a história, até mais do que as paisagens e o maravilhoso Douro, mais do que o mar. O Porto é um destino vibrante, um destino que tem muito mais para oferecer aos viajantes. 

Houve uma competição feroz este ano, entre localizações belíssimas, mas todos concordarão que o Porto é realmente o destino que fará o maior avanço no turismo europeu, provavelmente porque nunca perdeu – e mantém – a identidade e a alma. Provavelmente, por causa do povo, do orgulho, da energia e do entusiasmo”, salientou Maximilien Lejeune, diretor de relações públicas dos EBD, citado pelo Público.

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quarta-feira, fevereiro 12, 2014

Ligação ferroviária Aveiro-Vila Formoso é "prioridade" para autarcas e empresas do Norte e Centro


Autarcas e associações empresariais do Norte e Centro do país manifestaram hoje "uma convergência inédita" ao indicarem um novo corredor ferroviário entre Aveiro e Vilar Formoso como "a prioridade das prioridades" no próximo quadro comunitário.

O anúncio foi feito após o encontro que, para além de vários autarcas das duas regiões (como do Porto, Braga, Viseu e Guarda), reuniu hoje, no centro de congressos do Europarque de Santa Maria da Feira, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Norte, o seu homónimo no Centro, o secretário-geral do Eixo Atlântico, vários especialistas em transportes e os responsáveis máximos da Associação Empresarial de Portugal (AEP), da Associação Industrial do Minho e do Conselho Empresarial do Centro.

Terminado o encontro, o presidente da AEP, José António Barros, declarou que "este corredor entre Aveiro e Vilar Formoso deve ser a prioridade do país, com as devidas ligações aos quatro portos existentes entre Viana do Castelo e a Figueira da Foz".

Em causa está a criação de uma via-férrea com a mesma largura entre carris que se observa nas restantes estruturas ferroviárias de uso comercial da Europa, o que o responsável considerou decisivo para agilizar o transporte de mercadorias com origem e destino nas duas regiões portuguesas que, em conjunto, asseguram 70% das exportações nacionais.

"Hoje verificou-se um grande consenso quanto a essas infraestruturas, que não são de interesse regional e sim de interesse nacional, por serem motores da economia e das exportações estrangeiras", realçou José António Barros.

"Esta convergência entre Norte e Centro do país é inédita do ponto de vista de uma discussão conjunta", acrescentou.

Almeida Henriques, porta-voz dos autarcas enquanto presidente da Câmara Municipal de Viseu, admitiu que os fundos europeus disponíveis para a área dos transportes no período 2014-2020 serão restritos, de acordo com o documento que o Governo tem agora em fase de consulta pública e que anuncia "pouco mais de três mil milhões de euros para estas infraestruturas".

Contudo, por isso mesmo, o autarca recomenda que sejam privilegiadas obras "estruturantes e que façam a diferença em termos de futuro".

"Vamos colaborar com o Governo para encontrar a melhor solução, mas com os pés assentes na terra", declarou Almeida Henriques.

Segundo o autarca, "a prioridade é este corredor e a sua ligação aos portos - é a prioridade das prioridades - e depois haverá a seriação das outras que poderão ser acauteladas neste quadro comunitário de apoio ou em situações futuras".

O autarca acredita que a ligação a Espanha de acordo com a bitola europeia permitirá "aumentar a competitividade, as exportações e a coesão do país", que, pela convergência hoje demonstrada no Europarque, se revela "mais amadurecido, com mais consciência dos seus recursos".

"Este corredor tem interesse não só para Portugal, mas também para Espanha, porque províncias como Castela e Leão também o vão usar. Agora vamos ver o que é possível e o que é miragem", anunciou, com José António Barros a complementar que há possibilidade de a obra "ser financiada em 85% pelos fundos de Bruxelas".

As entidades que participaram na reunião deverão agora dar conta da sua posição oficial ao Governo, num documento a assinar até 31 de março. É nessa data que termina o prazo para consulta pública do relatório emitido pelo grupo de trabalho que a Secretaria de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações constituiu para analisar o "Memorando sobre Infraestruturas de elevado valor acrescentado" (emitido, por sua vez, pela AEP, a Associação Industrial do Minho e o Conselho Empresarial do Centro).

Na reunião participaram ainda as comunidades portuárias de Leixões, Viana, Aveiro e Figueira, a Rede Ibérica de Entidades Transfronteiriças e a ADFERSIT - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento dos Sistemas Integrados de Transportes.

@PortoCanal

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segunda-feira, fevereiro 10, 2014

O NORTE EMPREENDEDOR E DA EXCELÊNCIA

Sapatos portugueses calçam engenheiros McLaren, guarda real de Omã e mineiros mongóis

O calçado profissional Lavoro é "100% made in Portugal", mais precisamente em Guimarães, mas calça desde engenheiros da McLaren, no Reino Unido, à Guarda Real de Omã, no Médio Oriente, e a mineiros na Mongólia.

"O nosso mercado tradicional era a Europa, mas, devido à conjuntura económica dos últimos anos, tivemos que nos virar para outros lados. Hoje estamos na Europa de Leste, no Médio Oriente e também em África, onde conseguimos ter alguma presença no Egipto e na Nigéria e demos, há pouco tempo, os primeiros passos para a Zâmbia", afirmou o director-geral da ICC-Indústria e Comércio de Calçado - responsável comercial da marca.

Actualmente, adiantou José Freitas à agência Lusa, a Lavoro exporta para 50 países cerca de 90% dos 600 mil pares que fabrica anualmente, tendo como principais clientes a Alemanha, Suíça, Áustria, Benelux, Escandinávia e o Reino Unido.

A aposta no Médio Oriente aconteceu "nos últimos dois, três anos" e, entre os vários clientes já angariados no Qatar, Dubai, Omã e Barém está a Guarda Real de Omã, para a qual a Lavoro vende calçado profissional "do tipo militar".

Segundo o empresário, o segredo do sucesso da marca passa pelo desenvolvimento, quase personalizado, do calçado mais adequado a cada tipologia de ambiente de trabalho, recorrendo, para isso, a um Centro de Estudos de Biomecânica (SPODOS) que é "a única no sector" a possuir.

"Por exemplo, no Médio Oriente o segmento em explosão é o petróleo e o gás, pelo que tivemos que nos adaptar desenvolvendo uma gama de calçado profissional adequado a esse segmento", explicou.

Já para os engenheiros e técnicos de mecânica automóvel do Grupo McLaren, sediado no Reino Unido, a Lavoro desenvolveu para "um sapato leve, flexível e desportivo", que se adaptasse ao espírito da empresa, mas cujas biqueiras em compósito, para proteger do impacto, e palmilha resistente à perfuração asseguram a necessária segurança.

No caso da empresa mineira que a Lavoro fornece na Mongólia, os rigores da actividade e do clima extremamente frio são contornados com "uma gama de calçado com forro em pelo de carneiro verdadeiro, que resiste a temperaturas de -20 ou, mesmo, -30 graus", precisou José Freitas.

Entre os clientes da marca estão também a KLM, na Holanda, as linhas aéreas Emirates Airways, dos Emirados Árabes Unidos, a Mercedes, na Alemanha, e a Coca-Cola, na Sérvia.

Já em Portugal, onde reclama a liderança de mercado no segmento do calçado profissional, a empresa de Guimarães fornece, por exemplo, a Efacec, no Porto, a Bosch, em Aveiro, e a OGMA-Indústria Aeronáutica de Portugal, em Alverca.

@RR

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domingo, fevereiro 09, 2014

Ainda os fundos estruturais

O debate sobre a aplicação dos fundos comunitários que compõem o próximo Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) continua aceso. E ainda bem. Ao longo desta semana foram vários os desenvolvimentos a que assistimos, com o Governo a prestar novos esclarecimentos e muitos outros autarcas a juntarem a voz aos que tinham já demonstrado a sua resistência a serem tratados como meros espectadores. Acresce que também alguns leitores me fizeram chegar os seus comentários ao que escrevi, o que justifica uma nova abordagem do tema.

Tudo visto e ponderado, o que se passou até aqui permite tirar duas conclusões - o Governo apresentou a sua proposta em Bruxelas sem dialogar com os principais parceiros; e a grande contestação a que temos assistido tem origem nos autarcas e instituições da Região Norte.

Quanto à primeira conclusão. Em tempos de grande aperto financeiro, de tenaz controlo do défice orçamental e de apertada vigilância sobre o aumento da dívida pública por parte dos credores, cerca de 25 mil milhões de euros de ajudas ao desenvolvimento do país são uma enorme tentação para o Governo. Poder pôr e dispor da sua aplicação com o calendário eleitoral que temos pela frente, parece ter-se tornado o primeiro grande objetivo.

Quando até hoje e previsivelmente nos próximos tempos a única expectativa é que o Governo continue a distribuir cortes no rendimento das famílias, colhendo impopularidade, poder distribuir apoios financeiros e aparecer com a imagem de um Governo que puxa pelo país, é tentador.

As clientelas estão ávidas de favores depois de todo este longo período de jejum que a austeridade e as políticas recessivas impuseram. Só que ou o Governo consegue mobilizar os parceiros indispensáveis à boa execução dos recursos postos à disposição - as entidades intermunicipais e as autarquias, as associações empresariais, as universidades - ou não atingirá os objetivos acordados.

Independentemente desta avidez centralizadora, há que reconhecer como positiva a aposta na valorização das pequenas e médias empresas, com um substancial envelope financeiro e a orientação para a celebração de contratos de desempenho. Já a afirmação de que "a grande maioria dos apoios vão ser reembolsáveis para obrigar as empresas a interiorizar as vantagens e benefícios desse financiamento" deixa as maiores apreensões.

Esta orientação equivale a limitar a atribuição de verbas a fundo perdido numa altura em que as PME têm as maiores dificuldades em se financiarem e passam por grandes dificuldades. O que pode acontecer é que muitas candidaturas venham a ficar pelo caminho.

Percebe-se o que se quer evitar. Poiares Maduro tem por certo bem presente o lançamento em 2004, pelo secretário de Estado Miguel Relvas, de um projeto para formação de técnicos camarários para aeródromos municipais, preparado com a Tecnoforma que se disse estar ligada a Passos Coelho e destinado a formar 300 a 500 técnicos municipais quando apenas existiam sete pistas de aviação e parte delas estavam fechadas. Um escândalo. Se o que se quer evitar é que situações destas se repitam, o ministro só pode merecer o nosso apoio. Uma maior exigência e autonomia por parte das comissões de gestão e de acompanhamento poderá limitar abusos sem comprometer a desejada eficácia no apoio às PME.

Quanto à segunda conclusão, sobre os alertas lançados a partir do Norte. Não surpreende. As preocupações são mais que muitas, baseadas no que foi o histórico da utilização dos apoios dos anteriores quadros comunitários de apoio. Desta vez, porém, é justo afirmar que o volume financeiro destinado à Região Norte é muito considerável e representa um reforço muito significativo face ao anterior quadro.

Não será por aqui que o Norte tem razão de queixa. A verdade, contudo, é que já em situações anteriores se constatou que, no momento de fazer a avaliação final e apresentar contas, vai uma longa distância entre os meios inicialmente propostos para a Região e os efetivamente disponibilizados. Não por falta de capacidade de realização, mas por desvio de meios da Região Norte, hoje a mais deprimida de Portugal, para regiões fora do objetivo primordial da convergência, nomeadamente a Região de Lisboa. O efeito spill over (efeito difusor) de que tem falado o presidente da CCDR Norte tem sido, precisamente, um dos artifícios destes desvios.

Nestas circunstâncias, pode o Norte deixar-se ficar à margem das decisões que envolvem o seu futuro, mesmo que digam que vai tudo bem? É evidente que não. Deve falar tão alto quanto puder. Como muito bem diz o nosso povo, gato escaldado de água fria tem medo.

@JN

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sábado, fevereiro 08, 2014

"Queremos que o dinheiro que nos pertence seja aplicado aqui..."

PS reivindica para o Norte "o que é o do Norte"

Presidentes das Distritais do PS de Braga, Bragança, Porto, Viana do Castelo e Vila Real querem que Governo garanta que os fundos comunitários do Norte venham para a região.

O presidente da Distrital do PS de Vila Real, Rui Santos, afirmou, hoje, que o Governo ainda não deu qualquer garantia de que os 11 a 12 mil milhões de fundos comunitários a que o Norte terá direito até 2020 sejam geridos e aplicados na Região.

A preocupação foi manifestada depois de uma reunião dos líderes distritais socialistas do Porto, Braga, Bragança, Viana do Castelo e Vila Real com Emídio Gomes, presidente da CCDR-N, no Porto.

Segundo Rui Santos, porta-voz do encontro, a única indicação de que dispõem é que apenas os 3,3 mil milhões alocados ao PO (Programa Operacional) regional serão geridos e investidos diretamente na Região Norte, enquanto a restante verba "nada garante" não venha a ser aplicada em projetos temáticos fora da região de convergência.

"Queremos que o dinheiro que nos pertence seja aplicado aqui e não volte a ser utilizado, como no passado, fora da região com o subterfúgio de que é para nosso benefício", afirmou Rui Santos.  

Para evitar o efeito 'spill over', os líderes das distritais entregaram, hoje, a Emídio Gomes um documento a elencar os projetos estratégicos para a região a financiar por fundos europeus, entre os quais o do túnel do Marão, "sob pena de o Governo perder a face".

Entre as reivindicações, salientam-se a da reposição da ligação aérea entre Lisboa, Vila Real e Bragança, reforço da navegabilidade do Douro e da rede ferroviária rápida com ligação para passageiros e mercadorias entre Porto e Vigo, complementada com ligação ao aeroporto do Porto e aos portos de Leixões e Vigo.

@Rui Santos

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sexta-feira, fevereiro 07, 2014

NORTE CONJUNTURA - 3º Trimestre 2013


No 3º trimestre de 2013, o PIB português diminuiu 1,0%, em volume, face ao período homólogo de 2012 (resultado que compara com -2,0% no trimestre anterior). Entre trimestres consecutivos, o PIB cresceu 0,2% no 3º trimestre (+1,1% no trimestre anterior).

As exportações de mercadorias da Região do Norte recuperaram no 2º e no 3º trimestre de 2013. No 3º trimestre, as exportações regionais aumentaram, em valor, cerca de 4,6% face ao período homólogo (superando o crescimento de 2,5% estimado para o trimestre anterior), tendo sido impulsionadas sobretudo pelas vendas de calçado. Esta indústria atravessa, a nível nacional, um momento de expansão dos seus negócios, com impacto positivo sobre a utilização de mão-de-obra.

A taxa de desemprego da Região do Norte desceu, no 3º trimestre, de 17,2% para 16,6%, mas sem que houvesse criação líquida de emprego. O emprego regional diminuiu 4,4% em termos homólogos e estabilizou face ao trimestre anterior.

O movimento nos estabelecimentos hoteleiros da Região do Norte intensificou o seu crescimento no 2º trimestre e também no período Julho-Agosto de 2013.

O financiamento bancário à economia da Região do Norte continuou a reduzir-se no 3º trimestre de 2013, sobretudo em relação às empresas, cujo rácio de crédito vencido atingiu novo máximo (11,4%).

A inflação na Região do Norte foi nula na média do 3º trimestre de 2013, tornando-se mesmo negativa nos meses de Agosto a Novembro.

No final do 3º trimestre de 2013, a taxa de realização de fundo global do QREN na Região do Norte (valor do fundo executado face ao aprovado) cifrava-se em 70,0% (compara com 67,7% no 2º trimestre).

@CCDR_Norte

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quinta-feira, fevereiro 06, 2014

LINHA AVEIRO-SALAMANCA É "ABSOLUTA PRIORIDADE" PARA NORTE E CENTRO


O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, destacou, esta quinta-feira, a importância da linha ferroviária Aveiro-Salamanca, passando por Viseu, considerando-a "uma absoluta prioridade" para que as regiões Norte e Centro possam exportar para a Europa.

"Fomos dos primeiros a falar do potencial tão importante que é a Linha Aveiro-Salamanca, sempre adiada, sempre esquecida. Verificamos com preocupação que esse projeto não está consignado naquilo que são as grandes opções futuras", afirmou Rui Moreira aos jornalistas, no final de um encontro com o presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, no qual acordaram estreitar a relação entre os dois municípios.

Rui Moreira disse que o Porto e Viseu "dependem muito" desta ligação ferroviária, sendo "uma absoluta prioridade" para que as mercadorias de exportação deixem de depender da rodovia para chegar à Europa.

"Temos o Algarve que depende do turismo, e é bom que assim seja, temos Lisboa e Vale do Tejo que depende dos serviços e turismo, e ainda bem, mas há o Norte e o Centro que dependem muito da exportação", disse, "queríamos deixar aqui uma mensagem ao Governo e aos outros autarcas para a importância deste corredor estratégico para Portugal".

O autarca do Porto salientou que "o que tem sido dito, em especial nos últimos quatro anos, é que a saída de Portugal da atual crise a longo prazo depende da competitividade das exportações", lembrando que as regiões Norte e Centro são responsáveis por 65% das exportações.

O autarca de Viseu sublinhou também que este corredor ferroviário Aveiro-Vilar Formoso "é claramente estruturante para as exportações".

"Vemos com preocupação que não esteja como a primeira prioridade [no relatório do grupo de trabalho para as infraestruturas de elevado valor acrescentado]", vincou Almeida Henriques, considerando que este "deve ser claramente o investimento mais importante deste ciclo" de fundos comunitários 2014-2020.

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segunda-feira, fevereiro 03, 2014

Regiões e atração de investimento

Há um conjunto de chavões que, isolada ou combinadamente, são tidos como incontornáveis na recuperação da crise económica e financeira portuguesa. Reforma do Estado, redução de IRC, estabilidade fiscal, captação de investimento direto estrangeiro (IDE), aumento de exportações, substituição competitiva das importações, para referir apenas algumas, são medidas que vão ter de acontecer se queremos voltar ao crescimento da economia e à redução da dívida.

Uma das que gosto de seguir de perto é a atração de investimento. Uma estratégia nacional de captação de IDE passa necessariamente por maximizar o desempenho das regiões relativamente a cada um dos fatores valorizados pelos investidores. Em cada geografia do país, a dinâmica de atratividade depende das competências instaladas ao nível dos recursos e das amenidades, mas também do clima e know-how empresariais, podendo assumir vocações diferenciadas. A Comissão Europeia, ao introduzir as Estratégias Regionais de Especialização Inteligente (RIS3), estabeleceu uma condicionalidade ex-ante, isto é, uma condição prévia para que os estados e as regiões possam aceder aos fundos de coesão destinados à investigação, desenvolvimento e inovação. É pois claro que o projeto de competitividade das regiões de convergência portuguesas não pode continuar a ser casuístico, exigindo-se, pelo contrário, a assunção de uma visão que, espera-se, produza crescimento e coesão.

Um dos problemas dos Programas Operacionais Temáticos (POT) e dos Programas Operacionais Regionais (POR) dos nossos Quadro Comunitários de Apoio é que estão demasiado voltados para dentro, cedendo a lógicas corporativas que, embora legítimas, estão frequentemente mais focadas na subsistência do que na criação de valor. São os municípios, as associações empresariais, as associações culturais, enfim todo um conjunto de entidades que muitas vezes são tentadas pela disponibilidade de fundos e desconsideram o valor acrescentado na economia que é suposto os investimentos gerarem.

Esta semana foi publicado o "EY Portuguese Attractiveness Survey", um relatório que avalia a atratividade do país na perspetiva dos investidores externos. A utilidade destes estudos, que decorrem de radares que escrutinam as intenções das empresas multinacionais, é justamente sintetizarem as combinações de fatores de competitividade dos países e avaliarem a forma como são percebidos e a respetiva variação de ano para ano.

O que este relatório nos diz é que o primeiro fator de atratividade em Portugal é a capacidade de investigação e inovação. Em segundo lugar, surgem as atividades relacionadas com o mar. Em termos setoriais, o estudo revela que será na indústria e na I&D que poderá ocorrer o maior volume de investimento direto nos próximos anos.

Seria muito útil que os referidos POT e POR se desenvolvessem no sentido de responder às necessidades que os investidores identificam, de forma a criarem condições para que as nossas empresas crescessem e, também, aumentarem significativamente a atratividades das regiões para o IDE. E, por maioria de razão, as políticas nacionais setoriais deveriam dar contexto conceptual e estratégico a estes programas. Ora, o que observamos não indicia que assim seja. Senão vejamos os exemplos da ciência e do mar.

A política de ciência parece ter esquecido que é necessária escala e profundidade, tendo adotado uma fantasia que assenta no financiamento de uns muito poucos setores ou instituições designados de "excelentes", como se se pudesse passar por cima de uma base alargada de investigadores e de uma cultura científica transversal. Assim não temos futuro na atração de IDE em atividades de I&D.

Por seu lado, a política do mar praticamente inexiste. A aposta no alargamento da plataforma continental, a que corresponde uma das maiores Zonas Económicas Exclusivas da Europa, deveria motivar o desenvolvimento do cluster do mar. Aquilo a que assistimos é à liquidação da construção naval e ao desinvestimento na frota de pesca, para além de nada mais se passar em termos do mar. Assim não se atrairá investimento nesta área.

Neste quadro, a esperança das regiões reside quase exclusivamente nos Programas Operacionais Regionais. Os tais que, paradoxalmente, representam uma parte menor da totalidade dos fundos para 2014-2020.

@ JN

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domingo, fevereiro 02, 2014

Exigida avaliação do impacto nacional de investimentos no Norte

Autarca de Gaia e vice da ANMP critica "barrigas de aluguer" usadas para centralizar verbas

Se a justificação apresentada para o aumento de verbas destinadas a Lisboa é o efeito de disseminação dos investimentos no país, então impõe-se avaliar, também, o impacto que os investimentos feitos no Norte tem nas outras regiões, desde logo na capital. 

O repto é lançado por Eduardo Vítor Rodrigues, autarca de Gaia, vice-presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses e membro, com Porto e Matosinhos, da Frente Atlântica.

Notando que se "confirmaram as piores expectativas" lamentou o reforço da centralidade de Lisboa na aplicação dos fundos”. E defendeu que o acordo de parceria “exige que os autarcas se organizem em defesa da região” e "dispam a farda partidária".

Por sua vez " o Governo está a tempo de fazer as correções necessárias, ou que Bruxelas as faça".

A luta deve passar, a seu ver, por exigir um estudo do chamado "spillover effect" dos investimentos”. “Há várias formas de provar que, de cada vez que há investimento a Norte, reforça-se o país", garante dando o exemplo do aeroporto, do Porto de Leixões e do reforço do transporte de mercadorias.

Este estudo iria a tempo de beneficiar a região, assegura, alegando que a aplicação do acordo "resultará, muito, dos regulamentos" que podem alterar a distribuição de verbas.

Por outro lado, alerta que mais verbas podem ficar em Lisboa, dada a estratégia de afetar recursos às regiões que acabarão por ser centralizados por instituições locais que não passam de barrigas de aluguer".

Defende que o quadro preveja instrumentos de “capacitação institucional a partir da CCDR” que dê “mais músculo à região".


@ JN

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sábado, fevereiro 01, 2014

Lisboa com maior aumento de fundos regionais do novo QREN...!

Norte perde verbas do Feder, mas cresce no financiamento global, num total de 3320,8 milhões de euros.

Apesar de, ao abrigo do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (Feder), as regiões sofrerem um corte no próximo quadro comunitário de apoio, haverá um reforço global das verbas regionais, uma vez que a diminuição que acontece nos financiamentos a infra-estruturas será compensada por uma subida do Fundo Social Europeu (FSE).

Dados cedidos pelo gabinete do ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional, que entregou nesta sexta-feira o acordo de parceria do novo QREN para o período entre 2014 e 2020 à Comissão Europeia, mostram um aumento global de 28,1% das verbas atribuídas aos programas operacionais das regiões, para um total de 9347,9 milhões de euros.

“Apesar de haver uma redução do valor global do programa [o actual quadro chega aos 21.412 milhões de euros e o novo é de 21.182 milhões], as regiões vão ganhar mais”, referiu Miguel Poiares Maduro, acrescentando que esta é a “consequência de se ter mudado a prioridade das infra-estruturas para a competitividade e capital humano”.

Os programas operacionais das regionais englobam o Feder, o FSE e ainda, no caso das regiões autónomas, o mecanismo de apoio previsto para as zonas ultraperiféricas (o RUP). No caso do primeiro, mais dedicado às infra-estruturas e a maior fonte de financiamento dos programas regionais, a fasquia baixa para 7240 milhões de euros. Já no que diz respeito ao FSE, os valores sobem para quase 2000 milhões de euros no próximo quadro, a que o Governo deu o nome Portugal 2020.

Os dados revelam ainda que, em termos globais, todas as regiões do continente registam aumentos, com destaque para Lisboa, com uma subida de 171,7% (de 306,7 para 833,3 milhões no próximo quadro comunitário de apoio). O ministro justificou esta tendência com “o pacote especial negociado aquando da conclusão do acordo europeu” e com o facto de o seu valor absoluto ser “baixo”, pelo que “em termos relativos parece muito grande”.

A segunda maior subida é protagonizada pelo Algarve (82,2%, para 318,7 milhões de euros), seguindo-se o Alentejo, onde as verbas crescem 42,3%, para 1214,9 milhões. No Norte e no centro, o aumento é precisamente o mesmo: 24,8%. No entanto, a primeira região recebe uma fatia de financiamento muito mais significativa.

O Norte é, aliás, o maior beneficiário de fundos comunitários, estando previsto verbas de 3320,8 milhões de euros no próximo QREN. Já o centro passará a receber 2117 milhões (a segunda maior parcela dos programas operacionais das regiões).

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