sexta-feira, Abril 18, 2014

PORTO, A CIDADE DO DRAGÃO


A figura do dragão tem, desde há muitos anos, uma conotação evidente com a principal instituição desportiva da cidade, o Futebol Clube do Porto, já que é a sua mascote, faz parte da sua bandeira, e também, porque o estádio do clube, inaugurado em 2003, foi baptizado de “Estádio do Dragão”.

A ideia de força e de invencibilidade que este animal mitológico transmite, a par dos feitos desportivos que o clube alcançou nos últimos anos, foram as linhas de força que criaram a relação do dragão com o clube, que hoje conhecemos.

Mas não foi sempre assim, nem tem de ficar por aqui. Cerca de oitenta e cinco anos antes de o clube ter adoptado o seu actual emblema (1922) onde surge a figura do dragão, já a cidade o ostentava orgulhosamente nas suas armas.

Tudo começou após o Cerco do Porto (1832/1833).

A Rainha D. Maria II, filha de D. Pedro IV, promulgou o brasão de armas da cidade (1837), que incluía uma coroa ducal, segundo a vontade do seu pai.

“dessa coroa sobressai um dragão negro das antigas armas dos senhores reis destes reinos” (in Joel Cleto – Lendas do Porto – Vol.II)

Foi também no reinado de D. Maria que o Porto passou a designar-se por Cidade Invicta, título que a Rainha lhe atribuiu pelos feitos valerosos dos seus habitantes, durante as lutas liberais, e em especial na altura do Cerco.

Mas hoje, na bandeira da cidade, não figura o dragão. Desapareceu com o 25 de Abril, de 1940, e ainda não regressou.

De facto, nesta data foi publicada uma portaria do Ministro do Interior da altura, que aprovava uma nova constituição heráldica das armas, selo e bandeira dos Municípios Portugueses. Através dessa portaria desapareceram todos os resquícios liberais e monárquicos, de todas as armas e brasões, de todos os concelhos e freguesias de Portugal. Estava Salazar no seu apogeu político e terá tomado esta atitude numa afirmação de “total e incondicional nacionalismo”, conseguindo assim, fazer desaparecer, até aos dias de hoje, a coroa que encimava o brasão da cidade e da qual emergia um dragão, substituindo-a por uma coroa de cinco castelos (atitude que nem os senhores da I República, após a queda da Monarquia, tinham ousado tomar).

No próximo ano, comemorar-se-ão os setenta e cinco anos da famosa portaria de 1940. Seria bonito e desejável, pelo que o proponho desde já, que a autarquia encetasse de imediato os trabalhos necessários, para que nesse dia, os símbolos da cidade voltassem a ser como sempre foram desde 1837, a par de, se a cidade assim o desejasse, juntar ao nome da cidade um outro, para já oficioso, mas que todos já usamos por razão diversas, o nome de “Cidade do Dragão”. Nome que faz parte da nossa história! Com o cuidado evidente de separar esta denominação, de qualquer conotação clubista.

Espalhados pelo Porto, podemos ver ainda o nosso símbolo, aqui e ali. Podemos vê-lo na fachada dos Paços do Concelho na Avenida dos Aliados, no Palácio da Justiça na Cordoaria, na estátua equestre de D. Pedro IV na Praça da Liberdade, na estátua ao Infante D. Henrique, no Palácio da Bolsa, num dos lados da torre da Casa dos 24, no altar onde o coração de D. Pedro IV está depositado na Igreja da Lapa e no símbolo e bandeira do maior clube da cidade.

(...)


@ UMA CARTADO PORTO – Por José Magalhães

terça-feira, Abril 15, 2014

O país está “cortado ao meio”

Líder da UGT diz que país está “cortado ao meio” por política de esquecimento do interior

O secretário-geral da União Geral de Trabalhadores (UGT), Carlos Silva, considerou hoje que o país está “cortado ao meio”, com a implementação de uma política de afastamento e de esquecimento do interior em detrimento do litoral.

“O país está hoje longitudinalmente cortado ao meio, com a tentativa de implementação de uma política de afastamento, de esquecimento, de quase ultraje do interior em detrimento do litoral”, disse o sindicalista na abertura do 2.º Congresso da UGT de Castelo Branco.

Há necessidade de se “encetar uma luta com os municípios no sentido de dizer que aqui [interior] também há portugueses e [que] temos de continuar a investir no interior porque também é Portugal”, disse o líder da UGT.

Segundo Carlos Silva, a UGT vai fazer todos os esforços na concertação social para que haja uma política de discriminação positiva para as regiões do interior.

“Se queremos atrair empresas e fixar gente, não podemos permitir que o produto final de uma empresa situada no interior seja mais caro por causa dos transportes e por causa do pagamento das portagens nas autoestradas. É preciso perceber isto”, sublinhou.

O dirigente sindical explicou, ainda, que o que se impôs à sociedade “foi uma visão economicista em detrimento das questões sociais”.


“Nós não podemos abandonar as funções sociais do Estado. Apostar no interior é também uma questão social do Estado e um imperativo ético do Governo, deste e de todos os outros”, sublinhou.

domingo, Abril 13, 2014

INVESTIMENTOS PRIORITÁRIOS ATÉ 2020


Governo divulga investimentos prioritários de 6 mil milhões até 2020

O executivo de Passos Coelho divulgou esta terça-feira a lista dos investimentos prioritários em infraestruturas e transportes até 2020.

Nos próximos anos vão ser investidos cerca de seis mil milhões de euros nos sectores portuário, ferroviário, rodoviário, aeroportuário e em transportes públicos.

O sector ferroviário vai receber a fatia de leão deste investimento: são 2,6 mil milhões de euros.

Segue-se o sector marítimo-portuário com 1,5 mil milhões; o rodoviário com 898 milhões; os transportes públicos de passageiros com 755 milhões; o aéreo e aeroportuário com 241 milhões.

A maior parte do dinheiro para financiar estes investimentos vai ter como origem os fundos comunitários - o Acordo de Parceria 2020. São 2,6 mil milhões no total a vir de Bruxelas.

O sector privado vai entrar com 1,8 mil milhões, seguindo-se o dinheiro proveniente do Orçamento do Estado, 1,3 mil milhões.

O atual programa de fundos comunitários, o QREN que termina em 2015, vai entrar com 145 milhões, a maioria no sector rodoviário.

Sector ferroviário
- Corredor Sines/Setúbal/Lisboa  - Caia - 800 a 1000 milhões
- Corredor Aveiro/Leixões - Vilar Formoso - 900 milhões
- Conclusão da modernização da Linha do Norte - 400 milhões
- Linha do Minho - 145 milhões
- Linha do Oeste - 135 milhões
- Linha do Sul - 20 milhões
- Linha de Leixões - 20 milhões
- Linha do Sul (terminal de Termitrena) - 14 milhões
- Linha Beira Baixa (Covilhã - Guarda) - 80 milhões
- Linha do Algarve - 55 milhões
- Linha do Douro (Caíde - Marco de Canavezes - 20 milhões
- Linha do Douro (Marco - Régua) - 20 milhões
- Linha do Douro (Régua - Pocinho) - 16 milhões
- Linha do Vouga (Aveiro - Semada do Vouga e Espinha - Oliveira de Azeméis) - 3 milhões
- Linha do Sul (Ramal de Neves Corvo) - 11 milhões

Sector marítimo - portuário
- Porto de Lisboa - Novo terminal de contentores - 600 milhões
- Porto de Leixões - criação de um novo terminal de contentores - 200 milhões
- Porto de Leixões - plataforma logística - 118 milhões
- Porto de Leixões - Novo terminal de cruzeiros - 50 milhões
- Porto de Leixões - Ampliação terminal de contentores sul - 38 milhões
- Via navegável do Douro - 74 milhões
- Porto de Aveiro - melhoria de acessos marítimos para navios de maior dimensão - 26 milhões
- Porto de Aveiro - melhoria de infraestruturas marítimas - 54 milhões
- Porto de Aveiro - melhoria das condições operacionais dos terminais - 4 milhões
- Porto da Figueira da Foz - 25 milhões
- Porto de Lisboa - Aumento do terminal de contentores de Alcântara - 47 milhões
- Porto de Lisboa - reativação do terminal do cais da Siderurgia Nacional - Seixal - 6 milhões
- Porto de Lisboa - melhoria da navegabilidade e descontaminação do estuário do Tejo Seixal + Alhandra - 90 milhões
- Porto de Lisboa - Nova garde de passageiros de cruzeiros - 25 milhões
- Porto de Setúbal -29 milhões
- Porto de Sines - Expansão do terminal de contentores XXI - 139 milhões

- Portos do Algarve - 10 milhões

@DN

segunda-feira, Abril 07, 2014

Poder local foi incapaz de mudar “lógica centralista”

Em 40 anos de democracia, os poderes local e central não conseguiram libertar-se de “uma mentalidade, de uma cultura, de uma lógica centralista e centralizadora”, afirma o sociólogo Fernando Ruivo

Terreiro do Paço em Lisboa o símbolo associado ao centralismo. Foto José Sena Goulão

O poder local “vestiu” Portugal de infraestruturas e contribuiu para a consolidação da democracia, mas “não foi capaz de alterar a lógica centralista e centralizadora do país”, sustenta o sociólogo Fernando Ruivo.
Instituído na sequência do 25 de Abril – as autarquias locais no Estado Novo não representavam uma política descentralizada –, o poder local “vestiu o país que estava nu de infraestruturas e ajudou, assim, a criar condições de vida para as populações”, afirma Fernando Ruivo à agência Lusa.
Além disso, “o poder local também foi determinante na consolidação da democracia”, defende o professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, salientando que “a participação local constitui um exercício extremamente salutar para a democracia, provocando não só um melhor fluxo comunicativo entre eleitores e eleitos, mas também processos de decisão mais céleres e eficazes”.
Ao fim de 40 anos de democracia, no entanto, os poderes local e central não conseguiram libertar-se de “uma mentalidade, de uma cultura, de uma lógica centralista e centralizadora”, adverte o especialista em Sociologia do Estado, do Direito e da Administração.
“A Lei das Finanças Locais, a clarificação do financiamento do poder local”, só surgiu em 1979, três anos depois das primeiras eleições autárquicas, e sem impedir que, na prática, se mantivessem as “chamadas comparticipações em obra”, salienta Fernando Ruivo.
“O autarca continua a ir ao Governo de chapéu na mão” porque se tem mantido toda uma mentalidade de redes – em “alguns casos de clientelismo” –, que “criaram vícios não só no poder central, mas também, posteriormente, nos próprios detentores do poder local”.
Mesmo para acederem a fundos comunitários, as autarquias dependem da “administração central diretamente ou da administração central desconcentrada” (comissões de coordenação e desenvolvimento regional).
A consagração do “poder local na Constituição [de 1976] foi, aliás, arrancada a ferros e graças ao empenho de alguns ilustres deputados constituintes”, frisa o sociólogo, recordando que a disputa política na altura “era entre poder popular e democracia representativa” e que, além disso, o poder local “nunca tinha sido, antes do 25 de Abril, objeto de luta política (os seus agentes eram nomeados)”, recorda.
Até à revolução, “o poder local era uma concessão do poder central” e funcionava como “uma extensão do poder central”, refere o docente da Faculdade de Economia de Coimbra e investigador do Centro de Estudos Sociais, sublinhando que “mesmo entre 1974 e 1976, o poder autárquico em Portugal funcionou com comissões administrativas nomeadas – quase se pode dizer que [o novo poder central] foi buscar caciques, só que agora de esquerda”.
Além disso, “os próprios partidos políticos, mesmo os de esquerda, reproduzem a lógica centralista do Terreiro do Paço (adotam, por exemplo, uma lógica territorial [distritos] que já não existe legalmente)”, adverte.
“Vítima de uma campanha de desperdício – caluniosa, mas também, nalguns casos, verdadeira – o poder local também sofre de um efeito mimético dos malefícios do poder central”, reconhece Fernando Ruivo.
Depois de terem dotado genericamente todo o país de infraestruturas essenciais, as autarquias investiram noutro tipo de equipamentos, mas, também neste plano, sem abdicarem de “um certo provincianismo local, de um certo paroquialismo” e sem “darem o salto para outro paradigma” de desenvolvimento.
“O poder local precisa de dar o salto para outro paradigma de intervenção e de desenvolvimento e de cooperação intermunicipal” e de uma “visão integrada do território (sem esquecer as regiões transfronteiriças)”, mas, para isso, “tem de ter outra mentalidade e outras condições”.
“A regionalização é fundamental”. Com ela, o poder local não teria cometido tantos erros nem teria estado tão subordinado ao poder central, sustenta Fernando Ruivo, sublinhando que, no entanto, o poder local mantém “todas as suas potencialidades”.

sábado, Abril 05, 2014

BRAGA: CAPITAL DO TURISMO RELIGIOSO


Braga e a adesão à TUREL

Braga é sem dúvida a Capital nacional do turismo religioso. Com um espólio monumental e cultural ímpar a cidade dos Arcebispos tem todas as condições para se demarcar não apenas pela qualidade mas também por uma dinâmica e ambiente distinto de qualquer cidade portuguesa.

A Cooperativa para o Desenvolvimento e Promoção do Turismo Cultural e Religioso (TUREL), nascida em Braga, tem uma intervenção reconhecidamente meritória no âmbito e nos resultados relacionados com o turismo religioso, que é uma matéria muito relevante para a cidade. A formalização da adesão da Câmara Municipal de Braga significa um novo olhar sobre a gestão do nosso território e de todo o seu potencial.

A História de Braga confunde-se inevitavelmente com a história da Igreja. Desde cedo, Bracara Augusta, passou a afirmar-se como centro importante da Igreja. Exemplo disso é a realização do concílio de Braga, tendo sido presidido por São Martinho de Dume, bispo titular de Bracara. Deste concílio resultaram grandes reformas, principalmente no mundo eclesiástico e linguístico, destacando-se a criação do ritual bracarense e a abolição de elementos linguísticos pagãos.

Com a invasão dos Mouros a cidade sofre uma destruição considerável, tendo mesmo perdido a importância estratégica que até então tinha conquistado. Contudo, com o Bispo D. Pedro de Braga, volta-se a reorganizar, nomeadamente com a construção da muralha citadina e da Sé.

Mais tarde, no séc. XII D. Teresa e D. Henrique de Borgonha, Conde de Portugal, doam a cidade aos Arcebispos. Com a elevação do bispado bracarense a arcebispado, a cidade readquire uma enorme importância a nível Ibérico. Esta reconquista hegemónica de Braga permitiu mais tarde o apoio claro a D. Afonso Henriques para a instituição de Portugal enquanto país, pondo mesmo em Braga a responsabilidade da fundação da nossa nação.

A modificação profunda da cidade surge com um Arcebispo, D. Diogo de Sousa, no séc. XVI, a onde foram introduzidas praças, ruas, novos edifícios e onde pela primeira vez se nota o crescimento para além do perímetro muralhado. Entre este período e o séc. XVIII, Braga afasta-se da traça medievalista dando lugar a uma arquitectura religiosa da época.

Ainda no séc. XIII seria fixado em Braga o ex-Libris do Barroco rococó em Portugal com André Soares. Das suas obras podemos destacar a Capela de Santa Maria Madalena da Falperra, o edifício da Câmara Municipal de Braga, o Palácio do Raio, a Igreja dos Congregados ou o Arco da Porta Nova. 

Também não menos importante, surge no final do século, Carlos Amarante, que deixaria uma obra notável com várias edificações neoclássicas como o caso da Igreja do Pópulo, a Igreja do Hospital e o majestoso edificado do Bom Jesus agora candidato a Património Mundial da Humanidade.


Como podemos perceber somos possuidores de um valor religioso único e que tem de ser promovido vendo com este novo contexto de adesão à Turel mais uma oportunidade estratégica para colocar Braga na senda do turismo religioso.

sexta-feira, Abril 04, 2014

Porto “ganha” RTP 2


O presidente do conselho de administração da RTP, Alberto da Ponte, anunciou a centralização no Porto da produção e emissão da RTP2, salientando que será assim possível "captar as forças vivas do Norte e Centro de Portugal".

 A notícia foi dada perante o ministro Poiares Maduro, na Biblioteca Almeida Garrett, no Porto, e deixa satisfeito o presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, que desde há meses se batia por esta solução.

Recorde-se que, enquanto candidato às eleições autárquicas, Rui Moreira defendeu esta solução de forma continuada, tendo inclusivamente escrito duas cartas ao Governo e à Administração da RTP, pugnando pela passagem da sede da RTP2 para o Porto.

Já como presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira deslocou-se a 16 de dezembro último ao centro de produção do Monte da Virgem, na companhia dos autarcas de Gaia e Matosinhos onde, no âmbito da Frente Atlântica do Porto, transmitiu a Alberto da Ponte o desejo de que o segundo canal da RTP ficasse a ser gerido e produzido a partir daqueles estúdios.

Para Rui Moreira, a produção no Norte é importante, não apenas pelo que impacto que tem nos conteúdos mas também pela economia que gera, nomeadamente junto dos produtores privados e todo um conjunto de outros negócios.

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quarta-feira, Abril 02, 2014

Governo quer captar talento para o Porto


Apesar do fluxo e dos galardões turísticos, das valências acrescidas e das novas rotas aéreas, o Porto não tem conseguido fixar estrangeiros na região. O Governo quer inverter a tendência, apostando numa estratégia local diferenciadora.

Em pouco mais de dez anos, o distrito do Porto não aumentou a proporção de população estrangeira residente. Pelo contrário, perdeu. Em 2001 tinha uma taxa de 1,6% de indivíduos estrangeiros, hoje tem 1,29%, o equivalente a pouco mais de 23 mil pessoas num universo de quase dois milhões.

O diagnóstico é do secretário de Estado que tutela as migrações, Pedro Lomba, que esta terça-feira esteve no Porto reunido com o presidente da Câmara da cidade, Rui Moreira, e com o reitor da Universidade do Porto, José Marques dos Santos, a debater a construção de uma "estratégia diferenciadora capaz de colocar a captação de talento ao serviço do desenvolvimento regional".

"É fundamental desenvolver uma estratégia de captação que passa pela promoção do país e pela promoção de cada uma das suas especificidades ao nível regional. O Porto pode e deve ser promovida e valorizada enquanto região que tem sectores e potencialidades naturalmente diferentes das do resto do pais", sustentou. Para isso, além de estar em curso um estudo que ajudará a identificar "oportunidades, necessidades e áreas de crescimento potencial", o secretário de Estado pretende "reforçar a presença no Porto de organismos que, no Estado, lidam com este talento potencial que pode vir do estrangeiro".

Nesse sentido, o Centro Nacional de Apoio ao Imigrante (CNAI) no Porto vai ser transferido da Rua do Pinheiro para a Rua de Júlio Dinis e, numa segunda fase, uma delegação do Alto Comissariado para as Migrações deverá ter também ali lugar.

"Este trabalho de captação ao serviço da diplomacia económica que o município, as universidades e as associações empresárias estão a fazer no Porto, precisa de uma presença e implantação regional reforçadas, o que poderá ser feito aproveitando e expandido o atual CNAI, cujas instalações irão mudar nós próximos seis meses", esclareceu Pedro Lomba.

Rui Moreira, cuja internacionalização da cidade foi uma das bandeiras da sua campanha eleitoral, agradece e disponibiliza-se para colaborar. "A cidade tem de criar condições de acolhimento para quem nela quiser instalar-se - jovens com formação superior, investigadores, novos empreendedores -, e há algumas que não podem ser criadas por nós, sem ajuda do poder central".

De acordo com o autarca, "a requalificação da cidade e da inteligência da cidade depende disso", pelo que encarou o desafio de cooperação lançado pelo governante como um "factor de otimismo e satisfação".

Em causa, um triplo objetivo: captar imigração qualificada, estancar a saída de pessoas e incentivar o regresso dos portugueses que emigraram. O país "precisa mais do que nunca", e a Europa volta a dar uma ajuda. "Hoje mesmo foi entregue na Comissão Europeia o Programa Operacional para a Região Norte que fixa para apoios à inovação uma verba superior a 400 milhões de euros", anunciou o secretário de Estado Adjunto do ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional. "No que diz respeito ao apoio à competitividade e ao empreendedorismo qualificado, a verba ultrapassa os mil milhões de euros".

A estratégia de Lomba passa também pela desburocratização dos procedimentos. "A capacidade de atração de talento depende de um bom enquadramento jurídico e institucional dos estados de acolhimento. Isto é válido em todos os países e também tem que ser em Portugal. Não são as pessoas que se devem adaptar à política de vistos, é a política de vistos que se deve adaptar às pessoas".


Daí a criação de "vistos talento", que terão como objetivo "facilitar a entrada a empreendedores, investigadores, inovadores, estudantes em todos os graus e a mobilidade de pessoas qualificadas em geral".

@ JN

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sexta-feira, Março 28, 2014

As portagens: um roubo definido por lei!


1. Com a introdução das portagens em eixos rodoviários da relevância da A25 e da A23, as assimetrias foram impulsionadas de forma exponencial e as possibilidades de coesão territorial foram definitivamente encarceradas. Viajar de e para o interior passou a ser muito caro porque as duas autoestradas que prometeram «desencravar o interior» sobrepuseram-se ao perigoso IP5 e à velha e abandonada Nacional 18 sem, no entanto, incluírem alternativas. Ao ultraje, respondeu-se com brandura; ao vitupério, opuseram-se poucos e com meros buzinões. Em três anos de políticas de austeridade, nada foi tão maléfico para a economia do interior como as portagens.

A Comunidade da Beira Baixa manifestou-se pela redução das portagens na A23 em 50 por cento. Aguarda-se que a Comunidade das Beiras e Serra da Estrela faça o mesmo. Só com um movimento dinâmico de intervenção, com algum ruído e muita força política, poderá haver uma mudança de estratégia em relação às ex-SCUT.

Entretanto, o secretário de Estado dos Transportes promete reorganizar o sistema de utilização das SCUT de forma a que «só se pague o que se anda», levando os autarcas de Aveiro, Viseu e Guarda a concluírem que viajar na A25 será menos dispendioso. Obviamente, que não é mais do que uma manobra político-partidária (são todos do mesmo partido) para ludibriar os cidadãos sobre as portagens mais onerosas do país. O que se espera e exige é a eliminação das portagens. O que se quer é que as autoestradas sejam um contributo efetivo para «desencravar o interior» e não mais um látego para a economia débil do interior.

(Há três anos promovi uma petição contra a introdução de portagens. Recolhi mais de quatro mil assinaturas. Fui à Assembleia da República. Repudiei o sentido da introdução das portagens na A23 e A25. Procurei demonstrar aos deputados o atentado e a injustiça que representava a introdução de portagens. Percebi que o parlamento está povoado por uma maioria de palermas (os deputados) eleitos em nome dos distritos e nos lugares disponibilizados pelos partidos. Enquanto evidenciei o óbvio, os deputados não me ouviram por estarem muito ocupados a manusear os gadgets ou a dormitar. E concluíram, sem saber do que estavam a falar, que sim, os que concordavam, e que não, os que discordavam. Infelizmente, no parlamento decide-se de acordo com a voz do chefe. Para dizer sim e para dizer não… Quando tivermos no parlamento deputados com um mínimo de categoria, alguma cultura e um bocadinho de inteligência… talvez as pessoas voltem a ter algum interesse pela política. Até lá, vamos ter de continuar a conviver com o ultraje de nada acontecer em prol da cidadania… nas portagens como no resto. Entretanto, a região mais pobre da Europa paga as portagens mais caras de Portugal. Mais caras que as de Lisboa onde o rendimento médio é quatro vezes mais alto…).

2. A eleição de “secretários” para a CIM das Beiras e Serra da Estrela parecia merecedora de aplauso e aceitação generalizada. Os currículos profissionais de António Ruas e José Gomes garantiam capacidade e competência na dinamização da CIM e apoio dos 15 presidentes de câmara da CIM. Mas faltava o apoio partidário. E, como sempre, os partidos disputam tudo para os seus boys, para aqueles que, independentemente do perfil ou competência, querem lugares. O PS tem maioria na comunidade e, com razoável surpresa, foi à primeira assembleia impor a sua força: O PS quer os seus boys nos lugares que houver disponíveis - mesmo sendo certo que só se chegou aqui porque o socialista Jorge Brito quis o lugar, mas depois virou costas e foi para Coimbra. Entretanto, o tempo passa e em vez de se andar a projetar o futuro da região, assistimos a discussões de lana caprina, com disputas de lugares e habilidades partidárias. Haja paciência!


Luis Baptista Martins
editorial in O Interior (Guarda, Beira Interior), 20/03/2014

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quarta-feira, Março 26, 2014

Região: uma palavra e alguns sentidos

Tenha-se claro que, na linguagem comum, se usa o termo região em muitos sentidos.

Uma região é, em primeiro lugar, uma comunidade no sentido subjectivo (histórico, cultural, afectivo) do termo. Tem implícito o sentimento de pertença, de identificação com os demais membros dessa comunidade e a vontade de vê-la “triunfar”.

É muito mais que um território delimitado por uma “fronteira”, uma estrutura de poder, uma rede de empresas, uma unidade territorial para fins estatísticos ou para gerir fundos comunitários.

É nesta dimensão que a região pode ser pensada como instrumento de desenvolvimento e espaço de estruturação de legitimidades políticas e de liderança socioeconómica.

|J. Cadima Ribeiro|
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terça-feira, Março 25, 2014

D. Duarte Pio: "Autonomias não põem em causa a unidade nacional"

Numa visita ao Açores, o pretendente ao trono de Portugal, Duarte Pio, desvalorizou os receios que as autonomias regionais ainda provocam, nomeadamente ao Tribunal Constitucional, considerando que não está em causa a unidade nacional.

Aparentemente, as autonomias regionais ainda causam alguma preocupação em Lisboa, nomeadamente ao Tribunal Constitucional, porque pensam que põem em causa a unidade nacional, mas não é o caso”, afirmou o líder da Casa de Bragança.

Segundo Duarte Pio, “o aprofundamento da autonomia não põe em causa a unidade nacional”, defendendo que, “quanto melhor e mais inteligentemente for conduzido este relacionamento entre o centro e as regiões, melhor funciona e menos problemas tem”.

Exemplo disso é o caso do Reino Unido, onde as ilhas do Canal “têm mais autonomia (do que as regiões autónomas portuguesas), mas a unidade nacional é muitíssimo forte”, afirmou o duque de Bragança , que minimizou a polémica em redor da última revisão do Estatuto Político-Administrativo dos Açores.

Estes problemas jurídicos podem sempre ser melhorados na Constituição, que está cheia de erros e disparates e, por isso, tem de ser revista”, considerou.

Comentando as eleições Europeias, o pretendente da Coroa portuguesa considerou que “tem sido positivo o aparecimento de movimentos cívicos muito interessantes, evitando que o debate fique só entre os partidos políticos”.

Já antes, D. Duarte de Bragança disse que o estatuto político ideal para as regiões autónomas dos Açores e Madeira seria o de “reino unido”, como possuem a Escócia ou as Antilhas Holandesas.

“Os reinos unidos dão o máximo de autonomia com o máximo de unidade nacional”, sustentou o Duque de Bragança.

D. Duarte de Bragança considerou que “o modelo de desenvolvimento dos Açores tem muito mais equilíbrio que o do continente” alegando que “as barbaridades feitas e os desperdícios monstruosos são muito menores aqui” [nos Açores].

Tem havido muito mais cuidado na preservação da paisagem e da agricultura, enquanto no continente tem sido um vandalismo quase completo de destruição dos recursos, nomeadamente os paisagísticos e culturais”, sublinhou.

Os Açores são o modelo e grande exemplo de preservação dos recursos e valores que temos”, disse.

Igualmente, acrescentou, “do ponto de vista ético e moral os Açores dão uma lição muito grande ao continente”, pelo facto de “haver muito mais responsabilidade e solidariedade”.

Todos têm a aprender com a região”, sublinhou.

(...)
in Causa Monárquica

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segunda-feira, Março 24, 2014

Venezianos aprovam independência de Itália em referendo sem força legal


Os cerca de 3,8 milhões de habitantes da cidade italiana de Veneza e da sua região em idade de votar exprimiram-se de forma favorável à independência, com 89 por cento dos votos.


A votação, sem força legal, decorreu desde segunda-feira, na internet.

Os números divulgados esta noite em Treviso, no nordeste italiano, indicam que votaram 2.360.235 pessoas, equivalentes a 73% do do universo eleitoral regional.

A proclamação oficial dos resultados foi feita perante uma multidão de centenas de pessoas, muitas das quais com a bandeira da Sereníssima, o outro nome dado à República de Veneza.

O "sim" obteve 2.102.969 votos e o "não 257.276 (11%), informaram os organizadores desta consulta, que se propunha destacar a região do Veneto do resto da península italiana.

Lançado por um comité designado Plebiscito.eu, este resultado não tem qualquer consequência jurídica ou política, mas vai servir para apoiar um apelo para a realização de um referendo sobre a independência da Veneto.

No espírito dos promotores do escrutínio, o novo país inspirar-se-ia da República da Veneza, nascida na Idade Média e que foi uma grande potência económica e política, até à sua queda perante Napoleão Bonaparte, em 1797.

Questionado na quarta-feira pela imprensa estrangeira em Roma, o governador da região do Veneto, Luca Zaia, estimara que a capital italiana "continua a pensar que é a cabeça de um império", tratando a região "como estando na periferia do império".

Zaia, que está à cabeça de uma região que paga 71 mil milhões de euros de impostos, 21 mil milhões mais do que estima receber em investimento e serviços, acrescentara: "Nós, Venezianos, temos a sensação de só servir para pagar impostos".

A organização de um referendo necessita ser aprovado por um conselho regional, antes de ser submetido ao parlamento nacional.

Se estas etapas foram superadas positivamente, e se o referendo se fizer, "seria provavelmente declarado anticonstitucional pelo governo", admitiu Zaia, contrapondo que "a região faria apelo" até conseguir os seus fins.

@DNoticias.pt

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domingo, Março 23, 2014

Algarve: Associação de Municípios vai coordenar plataforma contra portagens


Plataforma quer por fim às portagens na Via do Infante

O presidente da Associação de Municípios do Algarve (AMAL) aceitou ontem, sábado, durante o II Fórum Algarve/Andaluzia sobre as portagens na A22, integrar e coordenar uma plataforma regional alargada que irá construir uma estratégia para pôr fim às portagens na região.

A plataforma vai reunir vários setores da sociedade algarvia, autarquias, entidades públicas regionais e associações empresariais assim como a Comissão de Utentes da Via do Infante, deixando de fora “politiquices”, como o presidente da AMAL, Jorge Botelho fez questão de frisar perante uma assembleia com algumas centenas de pessoas.

À margem do evento, Jorge Botelho disse que o primeiro passo passará por uma avaliação do impacto das portagens no Algarve para que depois os participantes possam encontrar um “fio condutor”, uma consonância a favor da suspensão imediata das portagens.

“Sempre fui contra as portagens”, afirmou o também presidente da Câmara Municipal de Tavira, acrescentando que “ao longo dos sucessivos governos as portagens no Algarve sempre foram excluídas e depois levámos com as portagens como uma inevitabilidade”.

O representante dos 16 presidentes de câmara algarvios frisou que “há um problema económico potencial no Algarve, há um problema de mobilidade no Algarve”.

“Estamos a perder em termos de competitividade regional e em termos económicos, os agentes políticos, sociais, culturais e económicos do Algarve veem que este assunto é fundamental e merece a defesa das populações”, acrescentou.

O II Fórum Algarve/Andaluzia decorreu em Loulé, desenvolveu-se em torno do tema «Dois anos de portagens: uma PPP ruinosa para o Algarve» e contou com uma apresentação sobre a questão das portagens em Portugal proferida pelo vice-presidente da Associação Transparência e Integridade, Paulo Morais.

Os participantes, entre eles, vários autarcas, os deputados Cecília Honório (BE), Miguel Freitas (PS) e representantes de vários setores económicos da região e também espanhóis foram convidados a assinar e a integrar uma fase de recolha de assinaturas do «Manifesto ao Algarve», um documento onde são apresentados os argumentos pelos quais a Comissão de Utentes da Via do Infante se tem batido nos últimos cinco anos.

No manifesto é explicado que a Via do Infante foi construída sem o perfil de autoestrada e fora do modelo de financiamento SCUT tendo por isso dois terços do troço sido pagos com fundos comunitários.

“A EN 125 não constitui uma alternativa credível à Via do Infante, apresentando-se como uma das vias rodoviárias mais perigosas da Europa e cuja requalificação se encontra totalmente parada”, lê-se naquele documento.

@RS/Lusa

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sexta-feira, Março 21, 2014

REGIÃO CENTRO: TURISMO

“O Centro de Portugal tem problemas turísticos estruturantes que é preciso ajudarmos a resolver” 
Entrevista a Pedro Machado, presidente da Entidade Regional de Turismo Centro de Portugal e da Associação Nacional de Turismo de Portugal
O que é que distingue a região Centro do resto do país para quem a visita?
Desde logo, o tamanho. Estamos a falar de maior concentração geográfica organizada. Por força da lei, consagra uma organização geográfica de 100 municípios. Provavelmente, aquilo que nos diferencia é a diversidade do produto turístico. Hoje, podemos oferecer praia, sol e neve. Somos, provavelmente, a única região do país que o pode fazer.
Os turistas pernoitam pouco na região. Porquê?
O Centro de Portugal tem três problemas estruturantes que é preciso ajudarmos a resolver. Um tem a ver com estadia média, que é de 1,8 noites e a média nacional está nos 2,2, exceção feita à área de termas de saúde e bem-estar, cuja média ultrapassa os cinco, oito dias. O segundo problema tem a ver com sazonalidade. E temos um outro problema, que é uma forte litoralização do setor.
Qual é o contributo da região para o turismo nacional?
É um contributo relativo. A Madeira, Lisboa e o Algarve concentram cerca de 80 por cento do fluxo turístico nacional. [Mas] é uma percentagem significativa, porque corresponde a mais de quatro milhões de dormidas, mais de dois milhões de turistas e mais de 200 milhões de euros de receitas.
A Figueira da Foz é a “rainha das praias do Centro”?
É, seguramente, uma das praias mais importantes que temos no Centro e no país.
Esta cidade tem uma gastronomia que a caracteriza, ou tem apenas festivais gastronómicos que podem realizar-se em qualquer parte do país?
A Figueira da Foz tem uma gastronomia que a carateriza e daí ser possível realizar tantos festivais gastronómicos. O que julgo é que é necessário é que estes festivais devem introduzir alguns conceitos de modernidade e inovação. (…) Desde logo, associar a riqueza da gastronomia regional às novas tendências que o mercado procura – chefes e nomes de referência.
O aeroporto de que a região necessita está na base aérea de Monte Real?
Atendendo às circunstâncias que o país hoje atravessa, com um investimento infinitamente menor do que aquele que se fez em Beja, Monte Real tornaria possível que esse fosse um aeroporto aberto à aviação comercial e civil e isso potenciaria não apenas o turismo mas também a atividade económica. É uma ambição que mantenho. Desde que haja consonância – e julgo que já há interesses para que isso venha a acontecer, em particular nas regiões de Coimbra, Leiria e Oeste – seria de facto Monte Real um fator de desenvolvimento.
A região não tem cruzeiros…
Ainda não temos cruzeiros.
“Ainda não”?
Ainda não significa que nas regiões de Aveiro e Coimbra existem vontades para essa ambição maior de podermos ter condições para barcos que possam transportar até 600 turistas. Sabemos, também, que não é só por se fazerem marinas e pontos de atracagem que os cruzeiros vêm, mas há, hoje, uma oferta que pode vir para a região Centro, se entre Coimbra, a Figueira da Foz e Aveiro pudesse haver condições para a receber.
Quais foram as razões que o levaram a não avançar para a Câmara de Montemor-o-Velho (pelo PSD)?
Três ordens de razão. Primeiro, o Pedro Machado tem cinco mandatos consecutivos dados à causa de Montemor-o-Velho. Por isso, julgo que mereço, no mínimo, o reconhecimento e a aceitação de que, mais do me identificarem como o indivíduo que se foi embora, o indivíduo que deu 20 anos consecutivos ao seu concelho. Acho que é uma leitura diferente daquela que às vezes querem fazer passar, que é olhar apenas para o último dia do último ano. Segundo, porque havia na estrutura da equipa de que fazia parte pessoas que ainda hoje considero que têm mérito e competências, nomeadamente Abel Girão, para poderem desenvolver e aceitar esse desafio. E julgo que Montemor-o-Velho ficaria também bem entregue se ele tivesse sido eleito presidente da câmara. Terceiro, porque o calendário de uma eleição autárquica embateu no calendário da eleição para a Turismo Centro de Portugal. O desafio que me era colocado era este: tinha liderado um projeto de quatro anos, esse projeto tinha, pela primeira vez, conquistado território, cultura e a vontade expressa de empresários e de autarcas e o desafio que nos era colocado era interromper esse projeto.
Em Montemor-o-Velho diziam que ficou à espera no que ia dar a Turismo do Centro. Estava a jogar em dois tabuleiros?
Essa é leitura mais primária e mais imediatista de quem não percebe o que é que estava em causa. O ser tarde ou não [para anunciar a candidatura à câmara], lembro que candidatos que hoje são autarcas anunciaram a sua candidatura em junho e outros processos de candidaturas foram resolvidos dois ou três meses depois de Pedro Machado ter tomado a decisão.
Pelo menos no último mandato, as relações entre o presidente Luís Leal e o vice-presidente Pedro Machado deterioraram-se. Quais foram as razões?
Houve um afastamento eventual, pelo facto de não ter sido eu a assumir a liderança da candidatura à câmara, mas julgo que o mais importante fica escrito nos 20 anos que dei ao município.
Foi presidente da Distrital e da Concelhia do PSD e vice-presidente da autarquia montemorense. Quais são as suas ambições políticas?
Há duas coisas que eu aprendi: não dizer nunca e não dizer irreversível ou irrevogável. Deixei todas as minhas funções executivas partidárias. Acho que é preciso termos ambição para fazermos melhor. (…) Agora, a minha ambição é o turismo.

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quinta-feira, Março 20, 2014

AEROPORTO DO PORTO VAI SOMANDO DISTINÇÕES...!


Aeroporto do Porto no TOP 5 das preferências


Segundo um estudo publicado pela Deco, os aeroportos de Singapura, Hong Kong, Tóquio e Dubai têm são os que mais agradam aos inquiridos. No entanto, o aeroporto de Sá Carneiro, Porto, surge logo na 5ª posição, sendo o mais apreciado ao nível nacional.

Os inquiridos destacam aspectos como o tempo para chegar à porta de embarque e os lugares sentados nas zonas de espera como os mais importantes.

O único critério que mostrou desagrado aos inquiridos foi o controlo de segurança. Segundo o mesmo estudo, o lugar de pior aeroporto nacional é ocupado pelo de Porto Santo, no arquipélago da Madeira.

O mesmo relatório revela que a companhia aérea mais utilizada pelos portugueses continua a ser a TAP, com 32%, seguindo-se as low-cost Ryanair e easyJet, ambas com 11%.

Antes de reservar uma passagem aérea, os portugueses preferem cada vez mais online. Antes de comprar o bilhete de avião, cerca de 42% dos inquiridos portugueses afirmaram utilizar um comparador de preços online, de forma a descobrir o valor mais baixo da passagem aérea.

Para obter estes resultados, entre Setembro e Outubro de 2013, a Deco enviou um questionário a uma amostra da população nacional e, para aumentar a quantidade de opiniões, o mesmo inquérito foi realizado em conjunto com as associações congéneres, num total de seis países, onde obtiveram 9279 respostas, das quais 1797 de Portugal.

@Publituris

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quarta-feira, Março 19, 2014

Vigo pedirá en referendo a adhesión a Portugal


Polo menos douscentos cincuenta mil vigueses están chamados ás urnas para decidir en referendo o futuro da cidade de Vigo.


Despois de anos de rumores e difamacións acerca da procedencia e nacionalidade dos habitantes vigueses, o levantamento popular das clases lusistas da cidade, fará posíbel este pronuciamento.

As opción que se presentarán en dito referendo serán:


  1. Os habitantes de Vigo dependerán de Galiza como ente autónomo e soberano, deixando atrás a actual dependencia española.
  2. Vigo seguirá pertencendo ao reino de España.
  3. Vigo consumará a súa independencia plena, para posterior adhesión á República de Portugal como Estado-Cidade Federada.

Sendo esta última opción con máis peso dentro da propia cidadanía viguesa.

Se os habitantes da cidade votan pola saída da autonomía galega, e por tanto da española, o seguinte paso será o ingreso de Vigo no seo da República de Portugal, pasando así a ser a terceira cidade máis habitada do país luso.

As autoridades de Vigo contemplan que polo menos o 70 por cento dos habitantes da cidade participarán na votación e que a abafadora maioría farao a favor da saída do seo de España.

Na consulta poden participar todos os cidadáns de Vigo maiores de idade residentes en na cidade, así como os portugueses con permiso de residencia.

Vigo súmase así ao rebufo do éxito da consulta popular en Crimea, na que os seus habitantes, por ampla maioría, decidín libremente convivir dentro da federación de Rusia.

En tanto, España e a Unión Europea deixaron claro que non recoñecerán os resultados do referendo e que, en xeral, non o consideran lexítimo.

Pola súa parte Artur Mas pronunciábase a favor da consulta viguesa, e afirmaba que “o pobo de Vigo debe ser dona do seu futuro, e desde Catalunya apoiaremos a súa consulta”.

@TemposGalegos

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terça-feira, Março 18, 2014

Veneza: Está em curso um referendo para se 'separar' da Itália


Os ativistas do referendo pedem a independência de Veneza e da região circundante (Veneto) tendo na mira o que se passa na Escócia e na Catalunha

A votação iniciou-se no passado domingo e a pergunta a referendar é se Veneza e a sua região circundante deve separar-se do resto da Itália, numa tentativa de restaurar a sua história de 1.000 anos como uma república soberana.

" La Serenissima " - ou Sereníssima República de Veneza - foi uma potência comercial independente durante quase um milénio antes do último 'doge', ou líder, ter sido deposto por Napoleão em 1797.

A república englobava não apenas Veneza, mas o que é hoje a região circundante de Veneto e é lá que a votação terá lugar até sexta-feira .

Os ativistas foram inspirados pelo exemplo da Escócia , que irá realizar, em setembro, o seu referendo sobre a independência do resto do Reino Unido e a Catalunha, onde cerca de metade da população diz que quer romper com Espanha.

Os referidos ativistas dizem que a última sondagem mostra que 65 por cento dos eleitores na região de Veneto, que inclui cidades históricas, como Treviso, Vicenza e Verona, são a favor de cortar os laços com Roma.


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segunda-feira, Março 17, 2014

Catalunha: Barcelona admite "declaração unilateral de independência" ...!


O presidente da Generalitat insiste no referendo de 9 de Novembro
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Artur Mas, presidente da Generalitat, não descarta declarar unilateralmente a independência da Catalunha caso Madrid continue a não aceitar a convocação de um referendo de soberania da região marcado para 9 de Novembro deste ano.

"A declaração unilateral de independência não é o nosso marco ideal, nem o melhor, nem o que queremos. Mas não o podemos descartar a 100% porque seria uma renúncia tão evidente que nos faria perder a força", disse hoje o líder catalão, num encontro organizado pelo 'El Periódico de Cataluña'.

Ao contrário de Londres que aceitou a consulta pública aos escoceses sobre se querem ou não continuar no Reino Unido, Madrid nem sequer está aberto ao diálogo sobre o assunto. Mas explica, por isso, que sem a "via britânica" - o acordo entre Londres e Edimburgo que fixaram a pergunta, a data e o procedimento do referendo -, o governo de Barcelona pode seguir a ‘via Kosovo', de declaração unilateral de independência. Um processo, aliás, que foi aprovado pela maioria dos países europeus, com excepção de Espanha e alguns países balcânicos. "Para a convivência, ir a votar não é perigoso, mas não puder votar é", disse Mas.

@DE

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domingo, Março 16, 2014

O NORTE EMPREENDEDOR


S. João da Madeira: Project ID aposta na internacionalização

Gabinete de design vocacionado para o calçado participou na "Linnea Pelle-International Leather Fair", em Itália, no âmbito da sua estratégia comercial de chegar a novos mercados.

Uma presença que contou com o apoio do Centro Tecnológico do Calçado de Portugal (CTPC) através do programa de consultadoria de marketing.

A Projet ID, liderada pelo designer Paulo Sérgio, já trabalha com clientes nacionais para a exportação e "está agora a apostar forte na angariação de clientes internacionais", refere uma nota de imprensa.

A feira italiana onde o empreendedor sanjoanense mostrou-se os seus trabalhos "é considerada a maior mostra internacional de pele e acessórios, componentes, sintéticos para calçado, marroquinaria, vestuário e mobiliário".

A Project ID foi dar a conhecer as suas competências "a nível de desenvolvimento de design do produto".

O gabinete engloba serviços de estilismo, modelação e design gráfico."Um espaço vocacionado diretamente para a moda e a inovação nos produtos que desenvolve". Apesar de muito direcionado para o sector do calçado, tem vindo a dar apoio, igualmente,  a empresas de vestuário e marroquinaria.

@NA

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sábado, Março 15, 2014

Porto: Regulem, mas não estraguem a “mobida”



Texto de António Barroso


A “mobida” do Porto é um facto. Existe. Está firme e ajuda mais a cidade do que alguma vez a cidade a ajudou. Está na hora de ser ajudada, como se fosse um adolescente cheio de saúde, mas com poucas regras.

A noite está para o “novo” Porto como o ovo para a galinha: ninguém sabe quem apareceu primeiro. E, com turistas ou sem eles, a verdade é que há uma economia emergente na Baixa. Há emprego ou trabalho – optem pela ideologia que melhor vos servir, mas não me estraguem a ideia da prosa –, há restauração, há hotelaria e não falta onde beber, conviver e dançar, apesar dos 23 por cento do IVA.

Já havia turistas nas caves do Vinho do Porto, já havia património mundial com selo da UNESCO, já havia FC Porto, já havia tripas e história de Portugal, mas o “boom” noctívago começou, com muita coincidência, à saída da primeira década deste século, graças à estratégia da companhia aérea irlandesa Ryanair e à credibilidade em crescendo da Universidade do Porto.

Ao contrário das estratégias de marketing, que estão para o desenvolvimento sustentável como a maquilhagem está para o embelezamento pessoal, o amadurecimento da noitada portuense tem um encanto que vive do seu charme muito próprio, das suas pessoas e não das plásticas “a aplicar” por quem não a vive, não a sente e apenas a conhece por relatórios alheios.

A noite do Porto representa, goste-se ou não, dois factores fundamentais para a cidade: económico e turístico.

Económico porque gera trabalho, gera riqueza, gera criatividade e desempenho, gera crescimento. É verdade que gerou já coisas a mais, a necessitar de regulação e não de estrangulamento. Mas já lá vamos.

Turístico porque tem oferta para acolher. Aumentou a oferta já existente, de cultura, de conhecimento e de identidade. Além da que existia, agora acolhe com diversão e prazer, com bom trato e profissionalismo, com gastronomia melhor definida e passeata para moer depois de jantar. Ó sim, passeata é de destacar, pois só quem cá vivia sabe bem o quão perigoso e solitário era passear pela Baixa antes da “mobida” (se podemos escrever “movida”, em castelhano, por que não em portuense?).

A “mobida” do Porto é um facto. Existe. Está firme e ajuda mais a cidade do que alguma vez a cidade a ajudou. Está na hora de ser ajudada, como se fosse um adolescente cheio de saúde, mas com poucas regras.

Sim, precisa de regulação. E foi com alguma esperança que li, há dias, que a nova Câmara pretende reanalisar o processo, nomeadamente o dos horários, cuja vigência estava ultrapassada pela modernidade e pelas necessidades.

Os empresários da “mobida” não precisam de subsídios, não precisam de favores e não precisam de mais enganadores entre eles, a representá-los ou a negociar a sua própria actividade em função da cidade.

A “mobida” precisa de ideias, de visão e do trabalho de quem dirige a cidade. Mas precisa que esses decisores saiam à rua, saiam à noite em trabalho. Não pode mais viver dos tais relatos alheios, feitos por quem diz que sabe e não sabe do que fala.

Precisa de regulação e fiscalização capaz e eficiente. Não se podem apenas fiscalizar os bares e discotecas constantes nos mapas de Excel, feitos com base no CAE (Classificação das Actividades Económicas), que afastam os fiscais das pastelarias, confeitarias, livrarias, associações culturais que funcionam, ilegalmente, como concorrência dos espaços comerciais fiscalizados intensa e massivamente.

Nada contra os pastéis e os rissóis vendidos às três ou quatro da manhã. Só não podem é vender álcool para a rua, sem cumprimento das regras de segurança e salubridade e em completo desrespeito pelos empresários que pagam forte e feio para o vender. A isso chama-se concorrência desleal. Tem sido pouco nobre e leal, tem…

O que está errado na noite do Porto resume-se praticamente numa expressão: concorrência desleal. E esta, como tudo em Portugal, só acontece à custa da ineficácia e/ou desconhecimento das realidades dos nossos eleitos.

Sou suspeito. Sou mesmo muito suspeito. Cresci e vivi sempre no Porto. E acompanhei sempre muito de perto – com interesse e empenho pessoal – a forma como a “mobida” se desenvolveu. Deu-me prazer e até orgulho. De alguma forma, sinto que eu e os meus contribuímos como pudemos.

Sou suspeito. Mas, mesmo suspeito, estou convicto de que, se não houver visão, se não se baralhar e tornar a dar, a noite do Porto morre. E com a “mobida” morrerão muitos negócios diurnos que foram abrindo e crescendo à custa dessa tremenda capacidade que os Portuenses têm de “dar a volta à coisa”.

Ainda estamos todos a tempo. A tempo de pensar que o que existe, em termos de regras a aplicar, está desajustado no tempo, no território e face à energia da “mobida”.

E, se dúvidas houver no terreno, venham beber um copo comigo.

@Porto24

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sexta-feira, Março 14, 2014

CENTRO DE CONGRESSOS DA ALFÂNDEGA DO PORTO ELEITO MELHOR DO PAÍS


O Centro de Congressos da Alfândega, no Porto, foi quarta-feira eleito como melhor centro de congressos do país e está nos quatro finalistas para melhor da Europa.


A escolha foi divulgada hoje na Feira de Turismo de Lisboa e, para o responsável, o reconhecimento nacional “pelo segundo ano consecutivo” é também “importante para o Porto”, identificado “desta forma com uma cidade importante para o turismo de negócios”.

“É muito importante porque cada turista [de negócios] deixa na cidade, de acordo com os últimos estudos, 400 euros por dia”, destacou Gouveia dos Santos.

O responsável considera que esta é “uma realidade diferente que importa apoiar” e defende que “todas as entidades possam convergir” na sua “divulgação e promoção”.

“Uma gestão mais capaz e integrada da diversidade do Porto também poderá promover a vinda de mais interessados para fazerem os seus eventos”, frisou, apelando a “mais apoios” e a “concentração de sinergias”.

Questionado sobre quais os efeitos que poderá ter a instalação de um centro de congressos no Palácio de Cristal, Gouveia dos Santos admitiu que outro espaço do género pode atrair outro tipo de clientes.

Destacou ainda que o centro de congressos da Alfândega será sempre “único”, pela “localização, carácter excepcional, pelas características únicas dos espaços e a proximidade do rio Douro”.

“Não é um pavilhão, não é um estúdio, é muito mais do que isso. Por muito que se possa fazer, e vai com certeza ajudar a que se atraiam mais clientes e outros segmentos, nunca se fará nada como o centro de congressos da Alfândega do Porto”, afirmou.

Gouveia dos Santos referiu ainda que “o centro de congressos da Alfândega está numa zona classificada como Património da Humanidade, num edifício com 150 anos onde conseguimos aliar o moderno e o antigo”.

O Centro de Congressos da Alfândega concorria, a nível nacional, com os centros de congressos de Lisboa, do Estoril, de Vilamoura e de Braga, bem como com o Centro Cultural de Belém e o Miríade Cristal Center, revelou Gouveia dos Santos.

A eleição foi feita “por um júri nacional do sector do turismo e através de uma votação online”.

Na lista dos quatro finalistas para a eleição de melhor centro de congressos da Europa estão, para além da Alfândega, os centros de congressos de Munique (Alemanha), Genebra (Suiça) e Eindhoven (Holanda), acrescentou o responsável.

@Porto24

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