quinta-feira, janeiro 31, 2013

DOURO: TURISMO FLUVIAL COM TENDÊNCIA MISTA

Douro com menos passageiros nos cruzeiros diários e aumento nos barcos-hotel.

A via navegável do Douro registou 450 mil passageiros em 2012, com uma quebra de 11% nos cruzeiros de um dia e uma subida de 6% no segmento barco-hotel.

Neste período verificou-se um decréscimo global de 11% nos cruzeiros de um dia, para os 136 mil. Este segmento de viagens tem como principais clientes os portugueses, que representam mais de 80% deste mercado.

O administrador delegado do IPTM, Joaquim Gonçalves, afirmou à agência Lusa que "há um afastamento deste público deste tipo de percursos diários".

Em dois anos, este produto registou uma quebra de 22%.

Por outro lado, constatou-se um aumento de 6% de passageiros em barcos-hotel, ficando perto dos 30 mil passageiros. Este é essencialmente um serviço exportador, que atrai ao rio Douro clientes de outros países.

No ano passado, a via navegável atraiu mais turistas alemães, dos Estados Unidos, bem como do Reino Unido ou Escandinávia.

Cruzam o Douro oito barcos-hotel, mas este é também um segmento que vai aumentar em 2013, com a entrada em operação de mais três embarcações da empresa Douro Azul.

Esta empresa decidiu mesmo abandonar os cruzeiros de um dia, dedicando-se em exclusivo aos barcos-hotel e a viagens na mesma albufeira. As embarcações da Douro Azul que se dedicavam a este negócio foram adquiridas pelas empresas concorrentes.

"O Douro tem sustentabilidade neste segmento de negócio, que é o mais importante e tem mais rentabilidade para os seus operadores", afirmou Joaquim Gonçalves.

A aumentar estão também os cruzeiros na mesma albufeira (viagens com duração variável, de meia e uma hora, e que se concentram nas zonas Porto/Gaia, Entre-os-Rios, Régua, Pinhão, Foz do Sabor e Pocinho).

Segundo o IPTM, os cruzeiros na mesma albufeira representam 59% da totalidade de passageiros, movimentando cerca de 250 mil passageiros no ano passado.

Em 2012 e, pela primeira vez, o instituto introduziu nos dados estatísticos os relativos às viagens nas albufeiras (sem passar por uma barragem). Este registo passou a ser feito em julho.

Cruzam o Douro 74 embarcações marítimo-turísticas que disponibilizam 5.874 lugares, mais 19 do que em 2008 e que estão distribuídas por 34 operadores.

A via navegável reabre em março à navegação turística em toda a sua extensão.

É através do rio que grande parte dos turistas conhece o Douro vinhateiro. A via navegável foi inaugurada em toda a sua extensão em 1990. São 210 quilómetros, desde o Porto até Barca d Alva.

Lusa, 2013-01-31

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terça-feira, janeiro 29, 2013

REGIONALIZAÇÃO E NOVOS CENTRALISMOS

O exemplo da Beira
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Um dos vários fantasmas que por vezes se associam à Regionalização é a alegada possibilidade de se virem a criar novas “mini-Lisboas”, a partir das futuras sedes regionais.

Aponta-se esse risco sobretudo em relação à suposta “dominação” do Norte pelo Porto, mas o mesmo aparece por vezes também referido a propósito de Viseu, ou de Aveiro, por exemplo, face a uma indesejada “submissão” a Coimbra.

Não é habitual, contudo, acenar com este fantasma no Algarve, ou mesmo na Região mais extensa do País (o Alentejo), felizmente. Penso que isso estará porventura relacionado com a maior facilidade de deslocação nestas duas Regiões, relativamente ao que acontece no Centro e no Norte de Portugal.

Partindo do princípio que se trata de um temor real e a ter em conta, como evitar então que os malefícios de um exagerado centralismo sejam transferidos para a arquitectura do futuro poder regional?

O problema não é original. Esteve igualmente presente na escolha de algumas Capitais de Países, como por exemplo a Espanha (que preferiu Madrid – à altura uma pequena Cidade sem história –, por uma questão de centralidade e de neutralidade entre os poderes precedentes, no caso os Reinos de Castela e de Aragão), os Países Baixos (a pequena Haia em vez de Amesterdão), a Austrália (Camberra em lugar de Sidney), os E. U. A. (Washington e não a megalópole nova-iorquina), a R. F. A., antes da unificação alemã (Bona), e o próprio Brasil, que preferiu mesmo construir uma Capital totalmente de raiz!

Mas também organizações como a ONU e a própria CEE enfrentaram este dilema, tendo optado por uma via diferente: a da desconcentração. Sede em Nova Iorque e algumas dependências em Genebra, no primeiro caso, Comissão Europeia em Bruxelas e Parlamento Europeu em Estrasburgo (mais o Banco Central Europeu, suponho que na Alemanha), no segundo.

A escolha das futuras sedes regionais em Portugal estará condicionada por três factores principais:

1º – a necessidade de concentração, por razões económicas e de eficácia operacional;

2º – a (oposta) necessidade de desconcentração, por motivos de proximidade dos problemas e dos Cidadãos (mais sensíveis nas tais regiões menos permeáveis às comunicações terrestres), e

3º – a (concorrente com a primeira) evidência da implantação actual das cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (C. C. D. R.’s), no Porto, em Coimbra, em Lisboa, em Évora e em Faro.

Numericamente, são duas a favor e uma contrária à concentração. Em termos políticos, no entanto, e tendo a Regionalização como objectivo e móbil primordial a descentralização administrativa, fará todo o sentido conferir à necessidade de desconcentração uma ponderação especial, em prol da coerência e da credibilidade desta tão vasta e estrutural reforma.

Tomando como exemplo a Beira (também chamada Região Centro, numa perspectiva onomástica mais fria e tecnocrática), mas podendo generalizar-se o raciocínio a qualquer outra Região, parece-me que uma boa solução terá sempre que, pelo menos de início, equilibrar estes dois vectores estruturantes: o da concentração e racionalização de meios, por um lado, e o da descentralização, por outro.

Devo notar que, nesta asserção de descentralização, estou a conter-me no estrito sentido da multiplicação de localizações num mesmo nível administrativo, sem perdas do poder de decisão centralizado. Ao contrário da descentralização inerente à própria criação das Regiões em si, que por definição envolve a perda de poder de decisão por parte dos níveis de poder político pré-existentes (Central e Autárquico).

Nesta perspectiva, existem duas formas de descentralizar, sem perda do poder de decisão: pela desconcentração, em que os órgãos regionais estão todos localizados na Sede regional, mas possuindo sub-delegações distribuídas pelo território da Região (à semelhança dos organismos do Governo), ou pela deslocalização, ou dispersão, pela qual são os próprios órgãos regionais que não se encontram todos localizados na Sede regional (no limite, poderia nem haver Sede, ou Capital, regional!).

Sem querer abordar aqui a questão de, numa óptica centralizadora, saber se a Capital da Beira deverá ser Coimbra ou outra qualquer localidade da Região, pretendo apenas contribuir para uma reflexão serena sobre possíveis modelos de solução que equilibrem as duas vertentes, a “centralista” (mais económica e eficiente) e a “descentralizadora” (mais defensável e mobilizadora ao nível popular, se bem que correndo o risco de passar por demagógica).

Partindo então do princípio de que a “Sede regional” (designação que nem sequer é necessária!) ficará, muito naturalmente, em Coimbra (mas podendo à partida ser em qualquer outra localização central na Região, como Tondela, etc.), uma primeira hipótese de efectiva descentralização consiste em separar os dois órgãos políticos de topo da Administração Regional. Como? Colocando, a título de exemplo, a Assembleia Regional em Coimbra e a Junta Regional em Leiria (ou em Mangualde, ou na Sertã, ou…), ou vice-versa. Como está consagrado na citada solução para a União Europeia.

Complementarmente, os futuros “serviços técnicos e administrativos” da Região, mais ligados à Junta (detentora do poder executivo), poderão estar ou concentrados (e possuir sub-delegações), ou então dispersos pelo território regional.

Na primeira hipótese, seriam talvez suficientes sub-delegações, com qualidade e estrutura semelhantes, nas actuais Capitais de Distrito – Coimbra, Aveiro, Viseu, Guarda, Leiria e Castelo Branco (partindo do princípio, improvável, de que a Junta Regional não se localizaria em nenhuma destas Cidades).

Na hipótese da deslocalização (que poderá até acontecer apenas com parte dos serviços), seriam os próprios “departamentos” que procurariam, no seu todo, a localização mais desejável em função das suas atribuições específicas. Exemplos possíveis: Licenciamento Urbanístico e Transportes em Leiria; Turismo e Pescas na Figueira da Foz; Ambiente e Parques Naturais na Covilhã; Saúde, Ensino e Investigação em Coimbra, ou Aveiro; Cultura e Desporto em Viseu; Agricultura, Silvicultura e Cinegética na Guarda; Indústria em Aveiro, ou Castelo Branco; Energia em Pinhel; Protecção Civil em Lamego, ou Arganil; etc.…

Uma solução deste tipo, desde que economicamente racionalizada (com base numa estrutura leve, eficiente, informatizada e muito profissional), poderia de facto impulsionar o desenvolvimento poli-nucleado da Beira, ancorado nesta rede de centros urbanos com funções administrativas regionais, optimizando os recursos e os investimentos públicos e enquadrando o próprio investimento privado.

Obviamente, caberá aos principais destinatários destas reflexões – os eleitores da Região Centro – encontrar a melhor forma de tornarem todas as possíveis hipóteses de trabalho em realidades concretas e satisfatórias, numa perspectiva de consenso informado, mas não paralisado pelo medo de experimentar. Porque nada do que for instituído de início ficará inibido de poder, com o tempo, ir sendo aperfeiçoado, com base no acumular das experiências concretas…

|A. Castanho|
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domingo, janeiro 27, 2013

Junta Metropolitana Porto vai organizar ação contra “falta de respeito” do Governo pelo Norte

Durante o próximo mês, autarcas da JMP, liderada por Rui Rio, vão pensar numa “ação de comunicação” para a população sobre os vários dossiers em que a região, acusa, tem sido desrespeitada.

O presidente da Junta Metropolitana do Porto (JMP), Rui Rio, recusa-se a chamar-lhe uma “frente de protesto”. Mas os autarcas da região vão, nas próximas semanas, procurar uma forma de explicar à população os resultados da “falta de respeito” do Governo para com o Porto, em várias matérias, como a da privatização dos aeroportos, as portagens ou os cortes no orçamento da Casa da Música. “Não será uma manifestação nos Aliados, como propôs o Dr. Paulo Rangel [numa entrevista recente ao Porto Canal]. Mas temos de pensar numa ação de comunicação eficaz”, assumiu Rio.

São vários os dossiers em que os autarcas do Grande Porto se sentem desrespeitados. Para além da venda da ANA, dos cortes na Casa da Música ou do estudo que prevê o alargamento das vias portajadas no Norte – cuja eventual injustiça terá ainda de ser aferida com comparações custo/quilómetro com outras regiões, assinalou Rio –, há ainda o caso RTP. A junta ainda não está descansada com o fim da produção de alguns programas, entre eles o ‘Praça da Alegria’, no Centro de Produção do Porto, que passa a produzir os conteúdos da RTP2. E quer uma reunião, no Monte da Virgem, com o presidente da empresa, Alberto da Ponte.

A alegada “falta de respeito” estende-se a matérias menos conhecidas da população, como a da definição das novas competências das áreas metropolitanas – em que o Governo tomou decisões “passando por cima de um debate muito aberto que estava a promover com a JMP”, voltou a acusar Rui Rio – ou a da reorganização de sectores como o das águas ou da promoção turística, em que é grande também a insatisfação dos autarcas com o executivo de Passos Coelho.   

Ainda ontem, a junta gastou parte da sua reunião a ouvir o presidente da Confederação de Turismo de Portugal, Francisco Calheiros, e o líder da Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo, Rodrigo Pinto Barros, a propósito da reorganização das entidades responsáveis pela promoção turística. Esta é outra das “reformas” contestadas, quer pelas associações, quer pelas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, por implicar o corte no financiamento estatal à atividade da Associação de Turismo de Lisboa e da congénere do Porto. “Duas entidades que funcionam bem, que fazem bem o seu trabalho”, frisou Rui Rio.

Nesta mesma reunião, os autarcas decidiram também continuar com a batalha movida, ainda durante o Governo de José Sócrates, contra o chamado efeito ‘spill over’. Este é usado como justificação para utilização, por parte da administração central, de fundos europeus destinados às regiões, sob o argumento de que os efeitos se “espalham” por todo o país. O Tribunal de Justiça da União Europeia considerou que o efeito existe, mas aconselhou a JMP a tentar provar, nos tribunais portugueses, se o conceito foi injustamente usado como fundamentação para projetos específicos. Perante isto, os autarcas vão, com os advogados, escolher seis casos, de “entre 200 a 300” que considerem “exemplares” dessa injustiça, para prosseguir com esta ação contra o Estado.

@Público

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sexta-feira, janeiro 25, 2013

E A REGIONALIZAÇÃO ?

Nova organização do território nacional já está definida
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Das actuais 28 sub-regiões, sobreviverão 23 comunidades intermunicipais - 21 comunidades e 2 áreas metropolitanas.

Fico ontem definido o novo mapa administrativo de Portugal. Das actuais 28 comunidades intermunicipais ficarão apenas 23, conhecidas como NUT III, onde estão incluídas as duas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.

O Secretário de Estado da Administração Local e da Reforma Administrativa, Paulo Júlio confirmou hoje, numa conferência sobre áreas urbanas na Universidade da Beira Interior, que o novo mapa administrativo de Portugal já está definido e acordado com as respectivas comissões de coordenação regionais. 

"Responde à necessidade de não haver comunidades intermunicipais nem sub-regiões com menos de cinco municípios e cerca de 90 mil habitantes", disse o membro do Executivo.

@DE

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quarta-feira, janeiro 23, 2013

FUSÃO PORTO-GAIA !?


A ideia de criação de um único município por fusão de Porto e Vila Nova de Gaia resulta fundamentalmente da consideração de uma necessidade evidente: a de dar resposta a problemas intermunicipais e de âmbito supramunicipal, num contexto territorialmente marcado pela contiguidade administrativa e pela continuidade urbana.

Certa na identificação do problema, a proposta é todavia errada, podendo comprometer uma solução capaz de ser politicamente exequível e minimamente durável.

Em torno deste tema e a propósito da situação de Gaia e Porto, pretendemos chamar a atenção para a gravidade dos problemas resultantes da falta de cooperação entre municípios e da inexistência de uma visão e uma responsabilidade supramunicipal; alertar para as deficiências, dificuldades e desvantagens de uma fusão entre dois municípios e contribuir para a identificação de soluções para a administração do território metropolitano.

Grandes questões

Em primeiro lugar considera-se inadequada a fusão de municípios tendo em consideração a apropriação destes pelas populações que o vêem como referência territorial primordial, com firmes raízes históricas que, no caso de Gaia, radica até na oposição fundacional da “vila nova” medieval à cidade do bispo, do outro lado do rio (para não lembrar Gaia e as associações da margem sul à presença muçulmana, ao contrário do que terá sucedido a norte).

O município, com a sua designação, neste caso “Vila Nova de Gaia” e “Porto”, tem grande força no sentimento de todos, residentes ou não, que foi fortemente aprofundada nas últimas décadas, através de sucessivos atos eleitorais, de diversas medidas descentralizadoras do Estado e até em resultado do desempenho e notoriedade dos autarcas.

Em segundo lugar considera-se a desigualdade dos dois municípios, entendendo-se dever sublinhar que a existir fusão, do lado de Gaia o território é cerca de quatro vezes superior ao do Porto (168,7km2 para 41,km2), nele residindo mais pessoas que no município do Porto (hoje serão já mais de 300.000 habitantes os habitantes de Gaia, duvidando-se que no Porto ultrapassem os 230.000), razões mais que suficientes para falar-se em GaiaPorto no lugar de PortoGaia e pensar-se na sede do proposto município do lado sul do Douro.

Este aspeto, eventualmente ultrapassado pela união apenas das freguesias inscritas na cidade de Gaia (as mais setentrionais), colocaria um novo problema, na medida em que não se crê como razoável que as demais freguesias sejam distribuídas por entre Espinho, Santa Maria da Feira, Gondomar e Castelo de Paiva, nem que passem a constituir uma nova circunscrição administrativa, que só se poderia designar por Município de Sobras de Vila Nova de Gaia?
(…)

Rio Fernandes

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segunda-feira, janeiro 21, 2013

LEIXÕES: O MAIOR PORTO EXPORTADOR DE CONTENTORES” DO PAÍS

Porto de Leixões atingiu máximo histórico de mercadorias movimentadas em 2012
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O total de mercadorias movimentadas no Porto de Leixões atingiu o máximo histórico de 16,6 milhões de toneladas em 2012, devido ao aumento das exportações, sendo a infraestrutura “o maior porto exportador de contentores” do país.

Em comunicado, a Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL) refere um aumento de 1,5% no total de mercadorias movimentadas face a 2011, explicando que este crescimento foi “sustentado pelo aumento no volume das exportações realizadas, que registou um crescimento de 23% face ao ano anterior”.

“Este aumento foi particularmente refletido na carga contentorizada, área onde o Porto de Leixões atingiu também um novo máximo histórico com um total de 633 mil TEU (‘Twenty-foot Equivalent Unit’, a medida standard internacional equivalente a um contentor de 20 pés) movimentados (mais 23% do que em 2011)”, destaca.

Segundo a APDL, Marrocos, Angola, Argélia e Reino Unido destacaram-se entre os mercados de destino que mais contribuíram para este aumento, tendo os principais produtos exportados de Leixões sido ferro/aço, produtos refinados e aromáticos, paralelepípedos, papel e cartão, bebidas e equipamentos e materiais para a construção civil.

Do balanço final do ano passado, a APDDL destaca ainda o aumento de 10% no sector dos granéis agro-alimentares.

@Lusa

O GOVERNO NÃO ESTÁ MINIMAMENTE PREOCUPADO COM O INTERIOR

Falta de coesão nacional une PS e PSD
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O presidente da distrital de Bragança do PSD está ao lado da Juventude Socialista em relação à falta de coesão nacional que está a ter efeitos nocivos na economia da região transmontana.

José Silvano entende que sobretudo ao nível territorial e social, as diferenças são evidentes. “Fomos os últimos a ter autoestrada e demora o dobro do tempo do que noutro sítio qualquer.

O primeiro comboio que acabou foi entre Bragança e Mirandela, depois foi a ligação aérea”, afirma, acrescentando que “o que mais me marcou foi a falta de coesão social pois a pensão média da Segurança Social no distrito de Bragança é de 236 euros enquanto a nacional é de 447”.

O líder social-democrata no distrito atribui a responsabilidade desta falta de coesão nacional ao próprio Governo. “Este Governo agravou a situação porque adotou como filosofia central a sustentabilidade económica do país sem diferenciar as regiões e desta forma todos os estudos encomendados a organizações internacionais que não conhecem a realidade do país só vão ao aspetos económico e então aí o distrito de Bragança fica sem nada”, refere José Silvano.

Para agravar a situação, o presidente da distrital do PS entende que a falta de contestação e a inoperância dos autarcas também não ajuda. “O nosso nível de indignação é muito baixo, pois somos pessoas que nos conformamos muito e respeitamos o que nos é imposto, mas às vezes mostrar um pouco de indignação não é maus para que o Governo sinta”, afirma Jorge Gomes 
, acrescentando que “o Governo não está minimamente preocupado com o interior e isso vê-se nas políticas que adota.

Por outro lado, diz que não entende “que os autarcas do PSD não se indignem contra a política do Governo e que não tomem atitudes para fazer um protesto forte e formal para que não sejamos tão penalizados como estamos a ser”.

domingo, janeiro 20, 2013

O PAÍS ESTÁ MAL, MAS O NORTE ESTÁ PIOR !

Desnorteados

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Definitivamente, as coisas estão feias para o Norte do país. Sendo certo que a generalidade dos portugueses está a viver o seu pior tempo depois do 25 de Abril, é evidente que a situação tem vindo a ficar ainda mais difícil para os que vivem na região norte. Acresce que não se vislumbra, por parte de quem nos governa, qualquer atitude para corrigir o ritmo deste declínio. Bem pelo contrário.

Rememorando o que aqui tem acontecido, as decisões mais recentes demonstram a total indiferença dos poderes públicos nacionais perante a degradação económica e social da região.

Como pudemos constatar há algumas semanas, através dos números publicados pelo Instituto Nacional de Estatística, a riqueza produzida na Região Norte tem vindo a decair perigosamente, a ponto de sermos hoje a mais pobre das regiões portuguesas, Madeira e Açores incluídos. 

De pulmão da economia nacional, centro da indústria transformadora e motor do crescimento, depressa passamos para a cauda do pelotão. A coesão económica e social tão incensada em termos europeus, é em Portugal uma miragem. 

Como já antes aqui referi, o fosso que nos separa da região mais desenvolvida - a de Lisboa - tem vindo a aumentar em vez de se atenuar. É claro que esta situação não aconteceu hoje.

Mas o que é por de mais perturbante é a forma como se tem acentuado este agravamento nos últimos tempos, sem que nada tenha sido feito para o evitar. Bem pelo contrário, a preocupação aumenta quando nos damos conta da sobranceira indiferença com que a situação é encarada por quem nos governa. Chego a pensar se esta não é uma atitude deliberada para procurar diminuir a tradicional capacidade afirmativa do Norte, mostrando o Governo, com a sua intransigência, que não se deixa influenciar e que não cede a pressões. Não haverá melhor exemplo para o país do que procurar calar quem tem visibilidade e abafar desde logo a reivindicação, por mais justa que ela seja.

Senão, como se entenderiam os conflitos com a Casa da Música, em que o Governo diz e se desdiz, ou a incompreensível subalternização dos estúdios do Monte da Virgem da RTP, tão profusamente referidos na Comunicação Social?

E como se tudo isto não bastasse, aparece agora a inesperada proposta para serem introduzidas mais 16 portagens em ligações viárias, sendo que 14 delas se concentram no Norte do país. São demasiados sinais de desnorte. Como muito bem diz Rafael Barbosa no seu comentário de sexta-feira "chama-se a isto equidade, em versão centralista".

Para se entender a injustificável atuação do Governo, só há uma outra possibilidade - é ele não ter uma linha de rumo para o país e andar à deriva. Tendo como único objetivo cumprir as metas assumidas com a troika, corta onde pode e onde não pode, sem curar das consequências e tenta esbulhar o último punhado de euros dos bolsos de quem ainda os possa ter. À falta de um projeto para o país que nos faça crescer e, por essa via, permita aumentar a receita fiscal, vale apenas o programa dos credores.

O que mais assusta é vermos que o Governo entende que está no bom caminho. As trombetas do potencial sucesso de um défice perto dos 5% , mesmo que com receitas irrepetíveis, já se fazem ouvir e ainda não sabemos se o conseguiremos. É evidente que o controlo do défice é importante. Mas ele não pode ser atingido a qualquer preço, como repetidamente se tem dito.

A luta política sobe de tom. Sente-se que os portugueses estão no limite da sua capacidade de resistência. O Partido Socialista, única alternativa visível de Governo, aumentou esta semana a parada e fala objetivamente de eleições antecipadas, pedindo maioria absoluta. Os partidos da coligação, por seu turno, contra-atacam e desvalorizam a tomada de posição do PS argumentando que tal se deve a lutas internas pela liderança (o que, se fosse verdade, o descredibilizaria completamente).

O ambiente que se vive no país é tudo menos calmo. O número e a importância das vozes que se faziam ouvir contra uma possível crise política diminuiu a olhos vistos. Se o país está mal, o Norte está pior. Mas uma coisa é certa - aconteça o que acontecer, já nada temos a perder. Ao fim e ao cabo, qualquer alternativa será sempre para nós um motivo de esperança.

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sexta-feira, janeiro 18, 2013

Linha da Frente - 17 de Janeiro - Base das Lajes

Linha da Frente de 17 Jan 2013 - RTP Play - RTP

quinta-feira, janeiro 17, 2013

CCDRN: NORTE CONJUNTURA - 3.º TRIMESTRE 2012


A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) publicou no fim do mês passado o boletim "Norte Conjuntura”, relativo ao terceiro trimestre de 2012, com os indicadores disponíveis até 14 de dezembro.

Nesta edição, destaca-se um novo crescimento das exportações, de cerca de 5,5% (em valor) face ao período homólogo, ainda que mantendo a tendência de desaceleração.

No desempenho das exportações nortenhas, cujo crescimento continua a superar o do total das exportações a nível nacional (+4,2%), evidenciam-se os mercados extracomunitários enquanto destinatários das mercadorias (crescimento de 19,4%, em termos homólogos) e, ao nível dos produtos, ressaltam as exportações de borracha e suas obras (variação homóloga de 21%) e de máquinas e aparelhos mecânicos (+12,6%).

No mercado de trabalho, assiste-se a um agravamento da taxa de desemprego, que aumenta 1,2 pontos percentuais, para os 16,4%. A contrariar esta evolução negativa, encontra-se a empregabilidade de indivíduos com habilitação ao nível do ensino superior (+4,4%) e de trabalhadores isolados por conta própria (+7,9%).

Apesar da capacidade de endividamento das empresas e das famílias ter diminuído (-8,8 por cento e -4,7%, respetivamente), o trimestre apresenta uma estagnação (nos 4%) do incumprimento bancário por parte das famílias. Já as empresas, registam novo aumento, atingindo os 9,8%.

O boletim "Norte Conjuntura” disponibiliza uma análise nos domínios do mercado de trabalho, emprego e desemprego, endividamento das empresas, comércio internacional, desempenho das indústrias tradicionais, construção e habitação, turismo, preços no consumo e monitorização do QREN e encontra-se disponível em:

www.ccdr-n.pt/norteconjuntura
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quarta-feira, janeiro 16, 2013

CAVACO PROMULGA LEI SOBRE REORGANIZAÇÃO DAS FREGUESIAS

O Presidente da República, Cavaco Silva, promulgou a lei sobre a Reorganização Administrativa do Território das Freguesias e enviou uma mensagem à Assembleia da República onde alerta para eventuais problemas no normal funcionamento do processo eleitoral das autárquicas deste ano.

Mais uma vez o Presidente da República não esteve á altura das suas responsabilidades promulgando uma lei que, toda a gente avisada reconhece, não beneficia as populações, empobrece a democracia e ainda por cima não representa qualquer poupança em termos de despesa pública.

O Governo que promoveu esta lei administrativa sob a égide do famigerado ministro Relvas, vá se lá saber porquê, concentrou toda a sua ‘energia’ nas freguesias deixando de fora desta reforma, os municípios e, sobretudo, as regiões administrativas.

O resultado final de todo este processo, dito de reforma administrativa, esgota-se numa lei pequenina e muito mal feita e que deixa de fora o que verdadeiramente poderia ter algum significado – regiões administrativas, municípios, lei eleitoral, redução do nº deputados etc.
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terça-feira, janeiro 15, 2013

FAMALICÃO: O MAIOR EXPORTADOR DA REGIÃO NORTE

Os números publicados no Anuário Estatístico da Região Norte 2011, recentemente editado pelo Instituto Nacional de Estatística, colocam o concelho de Vila Nova de Famalicão como o maior exportador da Região Norte do país.

Entre os 86 municípios das oito sub-regiões (NUTS III) que integram a região Norte – Alto Trás-os-Montes, Ave, Cávado, Douro, Entre Douro e Vouga, Grande Porto, Minho-Lima e Tâmega - Vila Nova de Famalicão destaca-se pelo volume de vendas ao exterior, tendo registado, em 2011, 1,44 mil milhões de euros de vendas ao exterior, superando os 1,18 mil milhões do Porto e os 1,17 mil milhões de Gaia, que fecha o pódio.

Esta liderança do município de Famalicão advém de uma já enraizada capacidade empreendedora dos empresários do concelho. Vila Nova de Famalicão é hoje conhecida no mundo inteiro com marcas de grande qualidade e inovação, como são, os pneus Continental Mabor, o vestuário Salsa, Gant, e Tiffosi, as bolachas Vieira de Castro, as carnes Primor e as máquinas fotográficas Leica, entre outras.

Vila Nova de Famalicão assume-se, também, como uma das maiores economias do Norte do país, com as suas empresas a registarem um volume de negócios na ordem dos 4,25 mil milhões de euros, o que significa que Famalicão exporta 34% daquilo que produz.

Ao nível do distrito de Braga, Famalicão só é suplantado pelo concelho sede de distrito, Braga, cujas empresas registam uma produção total de riqueza na ordem dos 6, 03 mil milhões, mas registando um índice de exportação de apenas 15%.

@NT


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segunda-feira, janeiro 14, 2013

REGIONALIZAÇÃO, PRECISA-SE !

Penso que a regionalização é o melhor caminho para se chegar à reforma conceitual e administrativa do Estado. Por mim, tenho razões para pensar que Portugal estaria melhor se tivesse feito a regionalização há 30 anos como o fez a Espanha, embora aí sejam regiões autónomas. Portugal estaria mais equilibrado. Mais moderno.

Com uma Administração Pública mais descentralizada e mais eficiente. E com umas finanças públicas mais controladas, porque o controlo financeiro se faria a vários níveis, regional e central , e porque a própria existência de regiões continentais serviria de contrabalanço, entre elas e as regiões autónomas insulares, e poderia justificar outro grau de partilha de disciplina e contenção orçamental.

Se houvesse Regionalização, Portugal Continental estaria dividido em 5 regiões: Norte (que inclui Porto), Nordeste, Centro (que inclui Lisboa), Alentejo (que inclui Ribatejo e o baixo e alto Alentejo) e o Algarve.

Se houvesse Regionalização estas regiões teriam o seu orçamento com dinheiro que lhes seria redistribuído pelo Governo Central, como atualmente passa com a Madeira e os Açores. As suas populações e empresas regionais estariam protegidas de eventuais Governos Centrais que queiram gastar todo o dinheiro em TGVs e Aeroportos na região de Lisboa.

Atualmente Lisboa recebe todo o dinheiro do País e não o redistribui equitativamente por todo o País. As únicas regiões que têm os seus interesses protegidos são os Açores e a Madeira. Em lugar de criticá-los, o que deveríamos fazer seria reformar todo o sistema politico para melhor fazendo 5 regiões em Portugal Continental.

Ainda que fossem só três regiões em Portugal Continental a distribuição do dinheiro seria sempre mais justa que no modelo centralizado atual. O problema das 5 regiões de Portugal Continental não existirem e não terem um orçamento próprio faz com que essas regiões tenham graves problemas económicos, sociais e de infraestruturas públicas fundamentais como Universidades, Hospitais e centros de saúde, transportes, gestão de portos e aeroportos.

Estas 5 regiões não conseguem fixar as suas indústrias, formar as suas populações por problemas que levam a que há mais de 30 anos assistamos à migração dos portugueses de todo o País para Lisboa. Lisboa cresce, logo necessita mais investimento público para as suas infraestruturas públicas: escolas, universidades, hospitais, centros de saúde e transportes.

Este ciclo vicioso que continuamente deixa as 5 regiões de Portugal Continental despovoadas de jovens que migram para Lisboa para estudar ou para trabalhar.

António Miguel Silva Oliveira

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domingo, janeiro 13, 2013

INTERIOR: “DA POUCA IMPORTÂNCIA QUE NOS DÃO E DA NENHUMA ATENÇÃO QUE NOS PRESTAM”

Sem avião e sem túnel.

De tantas vezes se falar no abandono a que o interior do território em Portugal tem vindo a ser deitado, já nem apetece dele falar por mais parecer chuva a cair no molhado. No entanto, há coisas que vão muito para além das marcas e que são suficientemente graves para fazerem remexer-se as entranhas bem cá dentro de cada um que delas é vítima.

No que nos toca a nós, aos cidadãos de Trás-os-Montes e Alto Douro e da Beira que lhe é próxima, então nem se fala. Não há semana nenhuma, a modos de dizer, que não venha à tona, mais uma evidência da pouca importância que nos dão e da nenhuma atenção que nos prestam.

Bem dizem lá pela capital alguns senhores importantes, que também eles por aqui se criaram, enquanto juram até amor eterno e muito apego ao rincão natal, mas tudo não passa de conversa para enganar tolos. Têm outras preocupações.

Claro que a culpa do desleixo a que nos botam também é nossa, para não dizer que disso nos cabe a maior parte. Diz-nos o senso comum, que conforme nos apresentamos, assim nos respeitam, e que não há atenção que se dê, a quem a não souber exigir.

Convenhamos neste contexto, que nem sempre ou quase nunca, pela nossa parte as posturas foram ou são as mais convenientes e as mais indicadas. Não é que nos falte a noção de que assim é. O que nos minga, é a vontade para a acção e a força para a união, que sempre advêm da existência de elites e de líderes carismáticos.

Mas antes que me perca em considerandos, sem que aluda ao que realmente quero aflorar a propósito e como exemplo do pouco que nos ligam, chamo a terreiro o caso da construção do túnel rodoviário do Marão, cujas obras pararam vai para ano e meio, e mais o caso da ligação área entre Bragança e Lisboa, com escala em Vila Real.

Na serra do Marão, a tal que não dá palha nem grão, mas nos marca a identidade, gastaram-se 300 milhões de euros para abrir o enorme buraco que hoje lá está, mas parou-se a obra sem que se atine com data para o seu reinício. Daqui a pouco o resto da auto-estrada vai estar pronto, mas para passarmos a serra, teremos de ir á volta que está a cadela parida. A porca torceu o rabo, porque o consórcio construtor quer mais dinheiro do Estado, mas este não está para aí virado.

No caso do avião que nos leva ou levava a Lisboa num instante na ida e na volta e por preços acessíveis, existem sérios riscos de o “pássaro de ferro”, não mais sobrevoar as nossas paisagens. Para o colocar nos céus, o governo da Nação tem de comparticipar no esforço, mas não está pelos ajustes, tocado que anda pela obsessão da poupança.

Num e noutro caso, uma vez mais, faz-se o mais fácil, que é não dar a quem não consegue exigir e retirar a quem se baixa. Na contabilidade de mercearia feita no Terreiro do Paço, onde nem se lembram que somos iguais nas questões de cidadania e merecedores da solidariedade nacional, mais não seja por questões de equilíbrio territorial, acabam-nos com o pouco que temos e não nos dão o que precisamos, porque somente olham para as colunas dos ganhos e dos gastos financeiramente imediatos.

Sabem da nossa debilidade endémica, têm-nos como uns pobres coitados, digo eu, e fecham a gaveta. Obviamente que os dias são de forte contenção, mas fosse isto em outras bandas, e logo se veria como se arranjariam uns trocos para continuar a furar o Marão e para por a avioneta a voar naquele voo que é um primor de beleza e de necessidade.

Assim, como é por cá, depois das linhas férreas onde já não apitam os comboios, fazem-nos ir por terra e por maus caminhos, que é para aprendermos a não sair de casa. É capaz de ser bem feito.

@DT

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sábado, janeiro 12, 2013

AUTÁRQUICAS 2013: "DINOSSAUROS" DEVEM ESPERAR PELOS TRIBUNAIS

Apesar dos pareceres (para todos os gostos) interpretativos da minimalista lei das limitações dos mandatos, não há dúvidas, que é da competência exclusiva dos tribunais, se para tal forem solicitados, a validação definitiva das candidaturas dos presidentes de Câmara e de Juntas de Freguesia que se encontrem na situação de terem já realizado três mandatos consecutivos.

Este é, também, o entendimento do Provedor de Justiça, Alfredo Sousa, que disse hoje que só os tribunais podem decidir pela legalidade das candidaturas de autarcas que já atingiram o limite de mandatos.

Neste contexto começa a perceber-se melhor os contornos da desistência de Marco António Costa de se candidatar à sucessão de Menezes em Gaia. É que Menezes pode ter que desistir ficando Marco António na reserva para o Porto.
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quinta-feira, janeiro 10, 2013

Rui Rio manda mais um recado para Dr.Menezes

O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, criticou hoje os políticos que choram "hipócritas lágrimas de crocodilo" pelo desemprego, quando "não pagam a tempo e horas", defendem "projetos financeiramente incomportáveis" e alimentam "ilusões".

"Não me agrada nada ver alguns políticos chorar hipócritas lágrimas de crocodilo pela elevada taxa de desemprego do país, quando eles próprios não pagam a quem devem a tempo e horas, contribuindo para salários em atraso e para a falência de alguns dos seus fornecedores", frisou o autarca.

Rio, que falava na cerimónia do 11.º aniversário da sua primeira tomada de posse, em 2002, antecipou a possibilidade de baixar o IMI em 2013 para dar folga às famílias em detrimento "de mais obras municipais" e revelou a elaboração de um novo Plano Municipal de Cultura.

Para Rui Rio, "é inadmissível, particularmente na difícil situação económica em que muitas empresas vivem, uma Câmara não pagar a tempo e horas porque egoisticamente privilegiou objetivos político-eleitorais, gastando mais do que honestamente podia".

Tal situação agrava-se quando, "perante a dramática situação económica do país, há quem continue a irresponsavelmente defender projetos financeiramente incomportáveis, procurando alimentar perigosas ilusões".

"É principalmente por isto que depois a política perde credibilidade e os cidadãos, cada vez mais saturados, se revoltam contra tudo e contra todos, tornando a recuperação do país ainda mais complexa", avisou.

No atual quadro político e social, "impõe-se uma preocupação acrescida com a verdade, a competência, a seriedade na ação e na palavra, e, acima de tudo, com a coerência".

Sem ela "não é possível conquistar a confiança das pessoas, porque ela é o pilar fundamental do contrato que deve unir governantes e governados" e que deve assentar na boa gestão dos dinheiros públicos.

"Gastar mais do que se recebe, sem ter a certeza de que o retorno obtido é superior ao pagamento da dívida contraída é atraiçoar egoisticamente as gerações seguintes", alertou.

Por isso, "tudo o que no Porto tem vindo a ser feito obedece ao rigor financeiro que a ética deve impor".

Rui Rio aproveitou para anunciar a intenção de, em 2013, "descer um pouco mais" a taxa de IMI - atualmente fixada em 20% abaixo da taxa máxima que a lei permite - para "privilegiar o alívio fiscal das famílias em detrimento de mais obras municipais".
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quarta-feira, janeiro 09, 2013

Leixões cresceu 81% nos passageiros de cruzeiros em 2012

O porto de Leixões registou um crescimento de 81% no número de passageiros que navios de cruzeiro no ano passado, em comparação com 2011.

O porto nortenho registou um total de 75.613 passageiros de navios de cruzeiro no ano passado, contra os 41.829 passageiros verificados no ano precedente.

Segundo a APDL - Administração dos Portos do Douro e de Leixões esta evolução deveu-se ao facto de "o porto de Leixões ter acolhido mais e maiores navios de cruzeiros" em 2012.

Foram 70 os navios que atracaram em Leixões em 2012, o que correspondeu a um acréscimo de 25% face ao ano anterior, em que 56 navios tinham escalado o porto nortenho. Para além do maior número de navios, a dimensão e capacidade destes cresceu exponencialmente, na ordem dos 80%.

Para o presente ano, estão já previstas escalas de 67 navios de passageiros, o que corresponderá a 65 mil passageiros e 30 mil tripulantes. "Apesar de não se prever um crescimento, face à excepcionalidade dos resultados do ano que agora encerra, o ano de 2013 inscreve-se na curva de crescimento que tem vindo a ser registado desde a abertura do novo cais, e orientado para a consolidação do movimento de cruzeiros em Leixões", sublinha um comunicado da APDL.

"Em 2014, ano em que a nova estação de passageiros de cruzeiros entrará em funcionamento, as previsões são de um novo período de crescimento, concretizando a estratégia desenvolvida pela APDL na afirmação internacional do Porto de Leixões como um porto de cruzeiros", adianta o referido comunicado da APDL.

@DE
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terça-feira, janeiro 08, 2013

UM EXEMPLO A SEGUIR...!

Câmara de Montalegre, pela segunda vez, com dívida zero!

A Câmara Municipal de Montalegre, tal como aconteceu no ano anterior, volta a fechar as contas com dívida zero a empreiteiros e fornecedores. Na altura, o presidente Fernando Rodrigues garantia que o rigor «era para continuar» sendo claro ao referir: «há dinheiro, há obra, não há, não se gasta!». Um saldo que promete voltar a merecer os maiores elogios numa gestão há muito admirada pelos mais variados setores da sociedade.

Para Fernando Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, os meios financeiros ao dispor das autarquias, na ajuda ao desenvolvimento do interior e ao bem estar das pessoas, pecam pela escassez. Todavia, o autarca, apesar de frisar esta «insuficiência», alerta para a necessidade de «não se hipotecar o futuro e, por isso, não se deve gastar o que se não tem».

É nesta linha de rumo que voltam a aparecer as contas do município de Montalegre que permitiram «reduzir a dívida bancária e apresentar hoje uma situação financeira fluente que lhe permite fazer obras, investir na educação, na cultura, nos apoios sociais e na promoção dos produtos locais».


«DÍVIDA REPRESENTAVA 100% DA RECEITA»

O presidente da autarquia lembra que quando «chegámos à Câmara, a dívida representava 100% da receita e hoje está abaixo dos 30%». O presente é de tal forma diferente que «pelo segundo ano encerramos com dívida zero a fornecedores e empreiteiros».

Os exemplos que explicam esta saúde financeira podem ser encontrados sob vários domínios. Fernando Rodrigues esclarece: «a Câmara é muito seletiva nas obras e austera nos gastos. Tem dois vereadores quando podia ter seis. Não tem assessores. Não tenho motorista nem chefe de gabinete. Sempre foi assim».
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@DT

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domingo, janeiro 06, 2013

TAMBÉM É ASSIM A NOSSA ADMINISTRAÇÃO LOCAL !

ENQUANTO ASSISTIMOS, PACATAMENTE, AO FECHO DE INÚMERAS JUNTAS DE FREGUESIA, GRANDE PARTE DELAS, O PRIMEIRO E ÚLTIMO REDUTO DE APOIO ÀS POPULAÇÕES, PODEMOS CONTEMPLAR ESTES VERDADEIROS ‘MONUMENTOS’ REPRESENTATIVOS DA MUITA INEFICIÊNCIA ADMINISTRATIVA QUE TODOS NÓS TEMOS QUE PAGAR.



Os elementos mencionados no quadro acima representam, apenas, 1.473 funcionários de um universo global da CM Lisboa de 9.956 funcionários, dos quais, 2.315 são Técnicos Superiores e dirigentes.
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sexta-feira, janeiro 04, 2013

A privatização da ANA, Lisboa e o Resto do país...

ANA, grávida da nova Lisboa

.Ah, sim, o discurso de Cavaco. Talvez, talvez, depende, "eu avisei". Sempre tarde. Adiante. Falemos de coisas concretas e consumadas: o casamento da ANA, uma historieta que tem tudo para sair muito cara. Passo a explicar: a ANA geria os aeroportos com lucros fabulosos para o seu pai, Estado, que, entretanto falido, leiloou a filha ao melhor pretendente. Um francês de apelido Vinci, especialista em autoestradas e mais recentemente em aeroportos, pediu a nossa ANA em casamento. E o Estado entregou-a pela melhor maquia (três mil milhões de euros), tornando lícita a exploração deste monopólio a partir de uma base fabulosa: 47% de margem de exploração (EBITDA).

O Governo rejubilou com o encaixe... Mas vejamos a coisa mais em pormenor. O grupo francês Vinci tem 37% da Lusoponte, uma PPP (parceria público-privada) constituída com a Mota-Engil e assente numa especialidade nacional: o monopólio (mais um) das travessias sobre o Tejo. Ora é por aqui que percebo por que consegue a Vinci pagar muito mais do que os concorrentes à ANA. As estimativas indicam que a mudança do aeroporto da Portela para Alcochete venha a gerar um tráfego de 50 mil veículos e camiões diários entre Lisboa e a nova cidade aeroportuária. É fazer as contas, como diria o outro...

Mas isto só será lucro quando houver um novo aeroporto. Sabemos que a construção de Alcochete depende da saturação da Portela. Para o fazer, a Vinci tem a faca e o queijo na mão. Para começar pode, por exemplo, abrir as portas à Ryanair. No dia em que isso acontecer, a low-cost irlandesa deixa de fazer do Porto a principal porta de entrada, gerando um desequilíbrio turístico ainda mais acentuado a favor da capital. A Ryanair não vai manter 37 destinos em direção ao Porto se puder aterrar também em Lisboa.

Portanto, num primeiro momento os franceses podem apostar em baixar as taxas para as low-cost e os incautos aplaudirão. Todavia, a prazo, gerarão a necessidade de um novo aeroporto através do aumento de passageiros. Quando isso acontecer, a Vinci (certamente com os seus amigos da Mota-Engil) monta um apetecível sindicato de construção (a sua especialidade) e financiamento (com bancos parceiros). A obra do século em Portugal. Bingo! O Estado português será certamente chamado a dar avais e a negociar com a União Europeia fundos estruturais para a nova cidade aeroportuária de Alcochete. Bingo! A Portela ficará livre para os interesses imobiliários ligados ao Bloco Central que sempre existiram para o local. Bingo!

Mas isto não fica por aqui porque não se pode mudar um aeroporto para 50 quilómetros de distância da capital sem se levar o comboio até lá. Portanto, é preciso fazer-se uma ponte ferroviária para ligar Alcochete ao centro de Lisboa. E já agora, com tanto trânsito, outra para carros (ou em alternativa uma ponte apenas, rodoferroviária). Surge portanto e finalmente a prevista ponte Chelas-Barreiro (por onde, já agora, pode passar também o futuro TGV Lisboa-Madrid). Bingo! E, já agora: quem detém o monopólio e know-how das travessias do Tejo? Exatamente, a Lusoponte (Mota-Engil e Vinci). Que concorrerá à nova obra. Mas, mesmo que não ganhe, diz o contrato com o Estado, terá de ser indemnizada pela perda de receitas na Vasco da Gama e 25 de Abril por força da existência de uma nova ponte. Bingo!

Um destes dias acordaremos, portanto, perante o facto consumado: o imperativo da construção do novo grande aeroporto de Lisboa, em Alcochete, a indispensável terceira travessia sobre o Tejo, e a concentração de fundos europeus e financiamento neste colossal investimento na capital. O resto do país nada tem a ver com isto porque a decisão não é política, é privada, é o mercado... E far-se-á. Sem marcha-atrás porque o contrato agora assinado já o previa e todos gostamos muito de receber três mil milhões pela ANA, certo? O casamento resultará nisto: se correr bem, os franceses e grupos envolvidos ganham. Correndo mal, pagamos nós. Se ainda estivermos em Portugal, claro.
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@JN

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quinta-feira, janeiro 03, 2013

ÍNDICE CONCELHIO DE QUALIDADE DE VIDA

Vive num dos concelhos com melhor qualidade de vida?

Sem surpresa, os concelhos do interior estão no fundo da lista do estudo desenvolvido pela Universidade da Beira Interior.

Lisboa, Porto e Albufeira lideram o indicador concelhio de desenvolvimento económico e social. O estudo, desenvolvido pela Universidade da Beira Interior, reforça a ideia de que o país não anda todo à mesma velocidade.

Os 30 municípios que ocupam os últimos lugares estão essencialmente em áreas rurais e a maioria pertence ao Norte do país, seguindo-se a região Centro. São concelhos envelhecidos, onde o principal sector de atividade é a economia social, como disse à Renascença o coordenador do estudo José Pires Manso.

Neste grupo de municípios com pior qualidade de vida estão Celorico de Basto, Baião, Miranda do Corvo e Castelo de Paiva.

No grupo dos primeiros 30 classificados, o Algarve é a região que coloca mais municípios, numa lista liderada pela capital. “Os municípios mais desenvolvidos são os mais jovens e onde há mais emprego, designadamente Lisboa, Porto, Oeiras e Albufeira”, elencou.

Para José Pires Manso o país anda a três velocidades: “Uma para os municípios do litoral, entre Setúbal e Braga, com mais alguns concelhos do Algarve; e uma outra, mais lenta, para o Interior; a hipótese de uma terceira velocidade é sobretudo para os concelhos mais urbanos associados a cidades de média dimensão com desenvolvimentos intermédios”.

O indicador concelhio de desenvolvimento económico e social já vai na terceira edição.

Lista dos 30 primeiros classificados e pontuação no índice:

1.º Lisboa: 128,635;
2.º Porto: 90,726;
3.º Albufeira: 84,482;
4.º Funchal: 62,224;
5.º Coimbra: 60,844;
6.º Marvão: 60,583;
7.º Constância: 59,961;
8.º Cascais: 59,544;
9.º Loulé: 58,838;
10.º Oeiras: 57,967;
11.º Vimioso: 56,409;
12.º Vila do Bispo: 56,231;
13.º Portimão: 56,153;
14.º Lagos: 55,586;
15.º Sines: 54,255;
16.º Alter do Chão: 54,217;
17.º Barrancos: 53,024;
18.º Santa Cruz das Flores: 52,515;
19.º Tavira: 52,404;
20.º Faro: 51,834;
21.º Aljezur: 51,833;
22.º Castro Marim: 51,368;
23.º Vila Real de Santo António: 51,205;
24.º Castro Verde: 50,114;
25.º Lagoa: 50,063;
26.º São João da Madeira: 50,056;
27.º Castelo de Vide: 49,149;
28.º Pedrógão Grande: 49,014;
29.º Góis: 48,960;
30.º Ponta Delgada: 48,355.

Lista dos últimos 30 classificados e pontuação no índice:

279.º Vila Pouca de Aguiar: 23,629;
280.º Gondomar: 23,522;
281.º Amarante: 23,438;
282.º Carrazeda de Ansiães: 23,383;
283.º Ribeira Brava: 23,374;
284.º Amares: 23,236;
285.º Valpaços: 23,181;
286.º Castro Daire: 22,940;
287.º Póvoa de Lanhoso: 22,893;
288.º Santa Marta de Penaguião: 22,672;
289.º Ribeira Grande: 22,594;
290.º Soure: 22,479; 291.º Moita: 22,473;
292.º Trofa: 22,461;
293.º Cinfães: 22,134;
294.º Paredes: 22,078;
295.º Vila Verde: 21,774;
296.º Marco de Canaveses: 21,691;
297.º Vizela: 21,678;
298.º Penalva do Castelo: 21,413;
299.º Ponte da Barca: 21,342;
300.º Lousada: 20,423;
301.º Vila Franca do Campo: 20,383;
302.º Sátão: 20,091;
303.º Castelo de Paiva: 19,985;
304.º Miranda do Corvo: 19,624;
305.º Baião: 19,580;
306.º Celorico de Basto: 18,344;
307.º Nordeste: 17,447;
308.º Câmara de Lobos: 14,500.

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