Trás-os-Montes unido
in Repórter do Marão
Como forma de assinalar, neste dia 31 de Janeiro que hoje estamos a viver, os 119 anos decorridos sobre a revolução republicana de 1891, deixo-vos aqui duas imagens (gravuras publicadas na revista Illustração). Na imagem debaixo, documenta-se a proclamação do novo regime feita a partir da varanda da Câmara Municipal do Porto, bem como o modo como então se saudou e festejou aquela vitória da liberdade -- ainda que efémera, como dolorosamente se viu logo depois...! , com chapéus e bengalas ao alto...
O nervosismo do Executivo ficou, de resto, bem patente na reacção intempestiva que o ministro das Finanças teve quando soube que as agências de rating não apreciaram por aí além o OE. O mesmo governante que falhou, uma e outra vez, o valor do défice chegou a dizer que as ditas agências (cuja palavra determina, em boa medida, o preço do dinheiro que Portugal tem que desembolsar quando pede empréstimos) estavam ao serviço de interesses comerciais, ou coisa que o valha. A acusação não é de somenos: se Teixeira dos Santos tem provas dessa grave promiscuidade, deve apresentá-las. Se não tem, deve permanecer calado, sob pena de se descredibilizar ainda mais. É que se há coisa de que, na verdade, não precisamos é de um ministro das Finanças politicamente desgastado e agastado.
A discussão sobre o estado das contas públicas e as indizíveis tricas com o senhor da Madeira escondeu o debate sobre a repartição dos dinheiros do Estado pelas regiões, designadamente através do PIDDAC (Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central). Como seria de esperar, o programa leva um tremendo corte: quase 25%. Como não seria de esperar, a Região de Lisboa e Vale do Tejo volta a ser a mais beneficiada, ao receber quase 19% do total da despesa, contra 10,8% para o Norte, 6,45% para o Centro e 1,9% para o Algarve. Quanto a prioridades, estamos esclarecidos: o Governo acha que, de entre todas as regiões do país, é Lisboa e Vale do Tejo a mais necessitada.
O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) ensaiou anteontem uma diplomática reacção: "A primeira leitura (da distribuição das verbas) é de perplexidade", disse Carlos Lage. Há sinais q.b. desta "perplexidade". Exemplo: Valongo recebe cinco mil euros para a construção de dois centros de saúde. Chega para comprar os primeiros sacos de cimento e os primeiros tijolos. Depois, logo se vê. Lendo as notícias percebe-se que há pequenos sinais de indignação pela região fora. Esse é o problema: pequenos sinais de indignação não incomodam o Governo. Tristemente, os autarcas do Norte ainda não perceberam que falar para a paróquia (com o devido respeito) não acrescenta um átomo ao essencial: e o essencial é falar a uma só voz, de preferência uma voz grossa.
|JN|
Por L. Seixas.
Etiquetas: burocracias nas CCDR, PIDDAC
José Junqueiro apontou oito novos desafios do poder local
Referendo deve acontecer em 2012 depois do ciclo de debates públicos
Vergonha de investimento
Saiu na edição desta quarta-feira do Jornal de Negócios uma notícia que dava conta de que mais uma das auto-estradas na qual o Governo estaria a equacionar introduzir portagens seria a IP5/A25.Etiquetas: A25, Beira Interior, desertificaçao, desigualdades, portagens, SCUT
Acordo com a Câmara de Lisboa valeu ao Benfica 65 milhões de euros
A regionalização esteve em debate na Casa do Alto, na passada sexta-feira, durante toda a noite. O encontro de ideias, promovido pela Juventude Popular da Maia, reuniu em Pedrouços várias figuras da vida política e social da Maia e do país. Sentados à mesma mesa estiveram o deputado do CDS/PP eleito pelo círculo do Porto João Almeida, assim como o dirigente do PCTP/MRPP, Garcia Pereira, e pelo administrador do TECMAIA, António Tavares.
Nas últimas semanas, ocupei parte do meu tempo com dois livros relativos à história política portuguesa dos séculos XIX e XX. O primeiro, "Portugal, Ensaios de História e de Política" de Vasco Pulido Valente, que retrata o país desde as invasões francesas de 1807/1814 até ao 25 de Abril, dedicando vários capítulos ao conturbado período da I República.
DANIEL PALHARES | Economista|
Um excerto de uma notícia disponível hoje na internet chamou-me à atenção:
O Paços de Ferreira, finalista vencido da última edição da Taça de Portugal, recebe a 3 de Fevereiro o Desportivo de Chaves.
Nos cinco jogos oficiais entre as duas equipas, a formação nortenha venceu quatro na Mata Real, incluindo um para a Taça de Portugal (2-0 em 1982/1983), registando-se apenas um empate, 1-1, em 2004/2005 (Liga de Honra).»
in Destak
Apetece perguntar: se as equipas em questão são o F.C. Paços de Ferreira e o G.D. Chaves, qual das duas é a equipa "nortenha"?
Não será este erro, apesar de aparentemente se tratar de uma distracção inocente, mais uma prova de que a tal "região norte", para a sociedade, não passa da zona litoral da parte norte do país?
Um caso, não único, a reflectir...
Afonso Miguel
Etiquetas: 5 regiões, litoral e interior, Norte, NUTS
Existem regiões administrativas, ou instituições regionais equiparadas, em países de dimensão e população semelhantes e até inferiores às de Portugal, como é o caso da Dinamarca.
Galiza – Norte de Portugal: uma euro-região, transfronteiriça e inter-regional
"Comissão Eventual para a Análise Integrada das Soluções Inerentes ao Processo de Regionalização Administrativa" – é assim que se auto-intitula a comissão criada na Assembleia da República para preparar a Regionalização.
Regionalização: PSD procura “máximo denominador comum”
Por Sofia Rainho no |SOL|
CENTRALIZAÇÃO E DESCENTRALIZAÇÃO
(continuação)
Dificuldade em comunicar